Donald Trump afirmou que avalia a saída dos Estados Unidos da Otan. O presidente americano fez a declaração nesta quarta-feira (1º) em entrevista ao jornal britânico “The Telegraph”. Ele voltou a chamar a aliança militar de “tigre de papel”.
O jornal perguntou se Trump reconsideraria a participação dos EUA na organização após o conflito com o Irã. “Sim, eu diria que isso está em um nível além da reconsideração (…) Eu nunca fui convencido pela Otan. Sempre soube que eram um tigre de papel, e Vladimir Putin também sabe disso, aliás”, respondeu o presidente.
A declaração representa a crítica mais dura de Trump à aliança até o momento. A Casa Branca demonstra não ver mais a Europa como parceiro confiável para defesa militar.
Tensão com aliados europeus
Trump criticou os países da Otan por não ajudarem os Estados Unidos na guerra contra o Irã. O governo norte-americano está insatisfeito com diversos países da aliança e outros aliados dos EUA em diferentes partes do mundo. Essas nações se recusaram a enviar navios de guerra para reabrir o Estreito de Ormuz.
O Irã fechou o estreito no início da guerra. A via é importante para o comércio mundial de petróleo.
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, defendeu a aliança militar durante coletiva de imprensa nesta quarta-feira. “A Otan é a aliança militar mais forte que o mundo já viu, ela nos manteve seguros durante décadas”, afirmou.
Starmer declarou que o Reino Unido vai liderar nesta semana uma reunião do grupo de países interessados em contribuir para reabrir o Estreito de Ormuz. O primeiro-ministro britânico reafirmou que a guerra do Irã “não é nossa guerra e não seremos arrastados para ela”.
A Otan afirmou que está formando uma coalizão de países para uma investida para reabrir o Estreito de Ormuz.




