Comprar passagens aéreas de madrugada sai mais barato? Vale a pena esperar promoções de última hora? Esses são apenas alguns dos mitos que circulam sobre os preços de passagens aéreas. Com a guerra no Oriente Médio, o aumento do combustível de aviação e a previsão de uma alta de até 20% no preço dos bilhetes, muitos passageiros estão preocupados com a possibilidade de cancelamento das viagens que estão planejando. A alternativa é apostar em “estratégias escondidas” para encontrar preços menores. Mas, na prática, o valor do bilhete depende de uma série de fatores que vão muito além do horário da compra.
Segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), o preço médio das passagens no Brasil vem apresentando variações relevantes nos últimos anos. A precificação dinâmica — sistema que ajusta valores conforme a demanda — é o principal responsável pelas oscilações que você vê na tela. A Associação Brasileiras das Empresas Aéreas (Abear) estima que o anúncio da Petrobras de um aumento de quase 55% do combustível para aviões pode resultar em elevação média de 20% no valor das passagens.
O que realmente mexe no preço da passagem
O custo do combustível de aviação responde por até um terço do valor final da passagem. Quando o petróleo sobe no mercado internacional, o impacto é praticamente imediato nos preços dos voos.
Mas não é só isso. A antecedência da compra faz diferença enorme no bolso. Uma viagem de ida e volta do Rio de Janeiro para São Paulo pode custar até 5 vezes mais quando a compra é feita em cima da hora.
O horário de compra da passagem não impacta obrigatoriamente no valor final dos bilhetes. Segundo as empresas aéreas, o valor leva em conta custos operacionais, movimentação da rota, oferta e procura, além do mês escolhido para viagem.
Alta ou baixa temporada: como escolher
A escolha do período da viagem impacta diretamente quanto você vai gastar. Alta temporada é quando a procura dispara. No Brasil, isso acontece principalmente em dezembro, janeiro e julho, meses de verão, férias escolares e feriados prolongados.
Já a baixa temporada traz preços menores e destinos mais tranquilos. Em cidades litorâneas, os meses entre março e junho (exceto feriados) registram queda no número de turistas e valores mais acessíveis.
Cidades como Rio de Janeiro, Gramado e Salvador mudam completamente de cara dependendo da época. Viajar em janeiro ou em maio pode significar experiências totalmente diferentes — tanto no ritmo quanto no orçamento.
Por que isso importa para o seu bolso
Entender como funciona a formação de preços ajuda você a planejar melhor e economizar. A diferença entre comprar com antecedência ou em cima da hora pode representar centenas de reais no orçamento da viagem.
Segundo estudos do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE), a inflação de serviços — incluindo transporte aéreo — tem sido uma das mais persistentes no país. Isso significa que os preços tendem a subir ao longo do tempo.
Estratégias para encontrar voos mais baratos
Além de evitar compras de última hora, vale ficar de olho nas oscilações do mercado. Em novembro de 2025, por exemplo, o setor registrou queda de cerca de 20% nos preços.
Viajar na média temporada, período intermediário com movimento moderado e preços mais equilibrados, pode ser uma boa alternativa para encontrar passagens mais baratas, mas não comprometer a experiência por causa do clima.




