Uma aliada e ex-integrante do governo de Javier Milei se reuniu nesta quinta-feira (02/04) com a advogada argentina Agostina Páez, acusada de injúria racial no Brasil, após sua volta ao país. O encontro ganhou repercussão após a ex-ministra de Segurança e atual senadora do país Patricia Bullrich confirmar o contato publicamente.
“Encontrei-me com Agostina antes de ela voltar para casa e ficar com a família. Houve um grande trabalho realizado por seus advogados, o apoio inabalável de sua família e o respaldo do governo. E sim, apesar de algumas interferências desonestas e interesseiras, ela retornou. Hoje só existe uma coisa importante: que está aqui”, afirmou Bullrich em publicação na rede social X.
A advogada havia sido presa no Rio de Janeiro após proferir ofensas racistas contra funcionários de um bar em Ipanema. Ela foi liberada após pagar fiança e obter autorização da Justiça para deixar o Brasil, mas segue respondendo ao processo por injúria racial.
O encontro ocorreu logo após sua chegada à Argentina e foi interpretado como um gesto político relevante, já que o caso teve ampla repercussão internacional.
Me junté con Agostina antes de que vuelva a su casa con su familia.
— Patricia Bullrich (@PatoBullrich) April 2, 2026
Hubo un gran trabajo de sus abogados, el acompañamiento incondicional de su familia y el apoyo del Gobierno. Y sí, a pesar de algunas manos sucias e interesadas, volvió.
Hoy hay una sola cosa importante: que… pic.twitter.com/Aa3rqIJCAT
Segundo as investigações, as ofensas atingiram mais de um funcionário e foram confirmadas por testemunhas e imagens de segurança. A acusada afirma estar arrependida.
No Brasil, a injúria racial é equiparada ao racismo e prevê pena de até cinco anos de prisão, além de multa, sendo considerada imprescritível.
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