O presidente Donald Trump disse nesta sexta-feira (3) que os Estados Unidos poderiam reabrir o Estreito de Ormuz e “pegar o petróleo” com “um pouco mais de tempo”.
“Com um pouco mais de tempo, nós podemos facilmente ABRIR O ESTREITO DE ORMUZ, TOMAR O PETRÓLEO E FAZER UMA FORTUNA. SERIA UMA ‘MANANCIAL’ PARA O MUNDO???” publicou Trump em sua plataforma Truth Social.
Em sua mensagem, Trump não explicou como os Estados Unidos poderiam acabar com o controle iraniano sobre a via marítima de Ormuz nem a que petróleo se referia.
Bloqueio iraniano
Nesta sexta-feira (03), um navio francês conseguiu atravessar o Estreito de Ormuz, a primeira embarcação europeia a realizar essa viagem desde o início da guerra, em março. Apesar do bloqueio imposto pelo Irã em decorrência da guerra contra Israel e Estados Unidos, dados de órgãos que monitoram o tráfego marítimo na região apontam que a embarcação Kibi, que tem bandeira de Malta e pertence a uma empresa francesa, fez a viagem pelo trecho e seguiu para mar aberto.
Essa é a primeira vez que um navio europeu atravessa o estreito controlado pelo Irã. Nesta semana, o Parlamento do Irã aprovou uma taxa de R$ 10 milhões para que embarcações possam atravessar o Estreito de Ormuz por uma rota apelidada de “Pedágio de Teerã”. A ideia do governo iraniano é cobrar por segurança e autorizar a passagem de forma controlada.
Reunião na Europa
Pelo menos 40 países da Europa têm debatido estratégias para reabertura do Estreito de Ormuz. Após uma reunião nesta quinta-feira (02), o Reino Unido acusou o Irã de manter “a economia global como refém”. “Vimos o Irã sequestrar uma rota marítima internacional para manter a economia global como refém”, afirmou a ministra das Relações Exteriores do Reino Unido, Yvette Cooper.
Não houve um acordo, mas o grupo alertou que o Irã não deveria cobrar taxas pela passagem segura de embarcações. Na próximo semana, militares europeus vão se reunir para discutir novas estratégias, que podem passar pela retirada de minas marítimas do trecho e também a criação de uma força de segurança para fazer a escolta das embarcações.
Por AFP




