A China executou um cidadão francês condenado por tráfico de drogas, conforme confirmado pelas autoridades dos dois países neste domingo (05/04). O caso gerou reação imediata do governo da França, que manifestou “consternação” com a decisão.
O homem foi identificado como Chan Thao Phoumy, de 62 anos, nascido no Laos e posteriormente naturalizado francês. Ele havia sido condenado à morte em 2010 por envolvimento em uma operação de tráfico de drogas em larga escala e passou mais de 20 anos preso antes da execução, realizada em Cantão (Guangzhou), no sul da China.
O governo francês informou que tentou evitar a execução por meio de pedidos de clemência com base em razões humanitárias, mas as solicitações foram rejeitadas por Pequim. Além disso, a diplomacia francesa criticou o processo judicial, afirmando que a defesa não teve acesso à audiência final, o que, segundo Paris, configura violação dos direitos do réu.
Em nota oficial, a França reforçou sua posição histórica contra a pena capital. “A França reitera sua oposição, em todos os lugares e sob todas as circunstâncias, à pena de morte e defende sua abolição universal”, declarou o Ministério das Relações Exteriores.
Por outro lado, o governo chinês defendeu a legalidade da execução. A diplomacia do país afirmou que o combate ao tráfico de drogas é uma “responsabilidade global” e destacou que o sistema judicial chinês trata todos os réus de forma igual, independentemente da nacionalidade, assegurando o cumprimento rigoroso da lei e a proteção dos direitos legais.
A China é conhecida por aplicar leis severas contra o tráfico de drogas e, embora raramente divulgue dados oficiais, ocasionalmente executa estrangeiros condenados por crimes relacionados ao narcotráfico.
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