Por meio de uma reunião inaugural com representantes das Federações Estaduais e dos clubes do Campeonato Brasileiro das Séries A e B, realizada na última segunda-feira (06/04), pela CBF, foi iniciado um debate sobre a criação da Liga do Futebol no Brasil.
A CBF apresentou, no evento, estudos baseados nos primeiros meses da atual gestão, com o intuito de mostrar aos representantes que, mesmo que a divisão nacional seja a sexta liga mais valiosa do mundo, há um potencial inexplorado do futebol brasileiro. Por meio de uma imersão realizada em janeiro, em países como Alemanha, Espanha e Inglaterra, foram conhecidas estratégias, conceitos e modelos de governança para temas que envolvem a tecnologia, profissionalização da arbitragem e fair play, por exemplo.
Liga do Futebol no Brasil
A Liga do Futebol no Brasil trata-se de uma unificação dos blocos LFU (Liga Forte União) e Libra, com o objetivo de criar uma liga única responsável pelo gerenciamento das Séries A e B do Brasileirão a partir de 2030.
Com isso, a organização do futebol brasileiro e o aumento de receitas seriam consideravelmente maiores. A CBF, mediante essa solução, faria o papel de mediadora e possível gestora.
“Nada do que desejamos para o futebol brasileiro será possível sem união. Não haverá avanço sem união. E união exige maturidade, diálogo e concessões de todos os lados. A liga precisa ser dos clubes. Esse é um princípio fundamental, inegociável. A CBF estará presente, com papel ativo como mediadora e uma das lideranças do processo. Mas as decisões precisam ser construídas e deliberadas pelos clubes”, explicou Gustavo Dias, vice-presidente da CBF.
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Liga fortalecida
Antes de tomar qualquer decisão, justamente pela entidade dar mais atenção ao diálogo, a reunião serviu para a captação de ideias e soluções dadas pelos representantes presentes, importantes para o avanço das discussões.
A CBF ainda acredita que a liga será criada com um fortalecimento por meio das transformações já promovidas no futebol brasileiro. A implementação do Fair Play Financeiro, investimento em tecnologia na arbitragem e reestruturação do calendário de jogos do futebol masculino são exemplos disso.
“Essas reformas não são acessórios; são fundamentos. Sem elas, qualquer modelo de liga nasceria frágil, incapaz de entregar o valor que todos nós desejamos. Por isso, mesmo sabendo da importância da liga, optamos por construir primeiro as bases que garantissem sua sustentabilidade”, disse Samir Xaud, presidente da CBF.

Áreas que precisam de melhorias
Ainda durante o evento, foram realizadas comparações com outros campeonatos do mundo mediante a questões de estruturas do futebol nacional. Dessa forma, foram vistas áreas que precisam de melhorias mais para frente.
O público, segurança e infraestrutura dos estádios, situação financeira dos clubes, êxodo de jovens talentos, transmissão, calendário, governança do regulamento, marketing, comunicação e as redes sociais foram pontos colocados em questão.




