Entenda o problema que tirou Luis Roberto da Copa do Mundo

Neoplasia na região cervical acende alerta para câncer de cabeça e pescoço; condição exige diagnóstico rápido e pode ter relação com HPV, tabagismo e álcool

Por Redação TMC | Atualizado em
Foto: Reprodução/Instagram/Luis Roberto
Foto: Reprodução/Instagram/Luis Roberto

A notícia do afastamento do narrador Luis Roberto da cobertura da Copa do Mundo trouxe à tona um tema pouco debatido fora do meio médico: a neoplasia na região cervical, caracterizada pelo crescimento anormal de células na região do pescoço, que pode ser benigno ou maligno.

Quando maligna, a condição integra o grupo dos cânceres de cabeça e pescoço, cuja incidência vem crescendo no Brasil, com destaque para o carcinoma escamoso. Esses tumores podem surgir em diferentes estruturas, como gânglios linfáticos, glândulas salivares, tireoide ou até representar metástases de outros órgãos, como pulmão, próstata, boca e garganta.

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Por outro lado, também existem casos benignos, como cistos e nódulos tireoidianos, que não são cancerígenos, mas exigem acompanhamento médico.

Entre os principais fatores de risco, o HPV (Papilomavírus Humano) aparece como uma das causas mais relevantes de tumores na garganta e no pescoço em homens, sendo transmitido principalmente por via sexual. Além disso, o tabagismo e o consumo de álcool seguem como os dois maiores fatores associados ao desenvolvimento desses cânceres.

Outro ponto de atenção é a chamada adenopatia cervical, que é o aumento dos linfonodos (ínguas) e pode indicar desde infecções até, em casos mais raros, a presença de metástases.

Os sintomas costumam ser silenciosos no início, mas o sinal mais comum é o surgimento de um caroço no pescoço que não desaparece após algumas semanas. Também podem ocorrer rouquidão persistente, dor de garganta contínua, dificuldade ou dor ao engolir, perda de peso inexplicável e até sangramentos nasais frequentes. Especialistas alertam que qualquer nódulo que permaneça por mais de duas a três semanas deve ser investigado.

O diagnóstico envolve avaliação de um especialista, geralmente um cirurgião de cabeça e pescoço, que pode solicitar exames como ultrassonografia, tomografia, ressonância magnética e biópsia por punção aspirativa (PAAF). A confirmação precoce é determinante para aumentar as chances de sucesso no tratamento.

O tratamento varia conforme o tipo e o estágio do tumor, podendo incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou a combinação dessas abordagens. Em muitos casos, quando identificado no início, o quadro tem boas chances de controle e cura.

Embora nem todo caroço no pescoço represente câncer — podendo ser apenas um linfonodo inflamado —, a persistência do sintoma é um alerta importante que não deve ser ignorado.

O caso de Luis Roberto reforça a necessidade de atenção aos sinais do corpo e da busca por avaliação médica diante de qualquer alteração incomum.

Leia mais: Luis Roberto se afasta da TV Globo para tratar neoplasia cervical e fica fora da Copa

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