Grécia segue tendência global e propõe restrição às redes para jovens

Governo quer limitar acesso de adolescentes às plataformas digitais e pressiona União Europeia por regras mais rígidas

Por Agência JAGR | Atualizado em
Céu azul com diversas casas e pequenos apartamentos brancos.
(Foto: Freepik)

A Austrália foi pioneira na proibição do uso de redes sociais por menores de idade. Seguindo o conceito, países como Indonésia, Espanha, França e Reino Unido querem seguir pelo mesmo caminho. E agora mais um país se junta à limitação de acessos de adolescentes às redes sociais, a Grécia.

A proposta na nova legislação prevê limitar o uso das plataformas por menores de 15 anos, com implementação prevista para 2027. A medida visa a saúde mental e comportamento online dos jovens.

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Objetivo é reduzir impactos na saúde

Segundo o primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis, a ação busca conter efeitos negativos associados ao uso excessivo de redes sociais, como dependência digital, distúrbios do sono e aumento da ansiedade entre adolescentes.

Além da legislação nacional, o governo grego também pretende influenciar decisões da União Europeia, incentivando a adoção de regras semelhantes em outros países do bloco. Isso porque a legislação da Grécia está relacionada às leis do bloco. Além disso, a participação das famílias também é vista como parte essencial desse processo de controle.

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Relatório Mundial da Felicidade 2026

Segundo o Relatório Mundial da Felicidade de 2026, publicado em 19 de março, o uso frequente de redes sociais pode estar ligado a níveis mais baixos de bem-estar entre jovens.

O estudo foi feito com adolescentes de 15 anos em 50 países. De acordo com os pesquisadores, o impacto negativo não acontece da mesma forma para todos. Ele varia conforme o tipo de plataforma utilizada, a forma de uso e características individuais, como gênero e condição socioeconômica. Os dados mostram que jovens que passam menos de uma hora por dia nas redes tendem a apresentar melhores índices de bem-estar.

Vale ressaltar que o impacto das redes sociais tende a ser mais intenso entre meninas. De acordo como o relatório, as jovens que usam de zero a uma hora por dia as redes sociais se diziam mais satisfeitas com as suas vidas do que aquelas que usam com mais frequência.

O Relatório Mundial da Felicidade de 2026 é publicado pelo centro em parceria com a Gallup Data Poll, a Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU) e um conselho editorial independente.

Plataformas podem ser obrigadas a restringir contas

Caso a lei seja aprovada, empresas como a Meta, responsável pelo Facebook e Instagram, além do TikTok e Snapchat terão que impedir a criação e o uso de contas por adolescentes dentro da faixa etária proibida.

As companhias poderão ser penalizadas financeiramente caso não cumpram as exigências. A proposta deve ser analisada pelo parlamento ainda este ano.

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