O ministro da Defesa do Paquistão, Khawaja Muhammad Asif, chamou Israel de “Estado cancerígeno” em publicação nas redes sociais nesta quinta-feira (9/04). A mensagem foi posteriormente removida. O Paquistão atua como mediador nas negociações de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã.
Na publicação, Asif afirmou que Israel seria “um mal e uma maldição para a humanidade”. O ministro declarou que, enquanto as conversas de paz avançam em Islamabad, “um genocídio está sendo cometido no Líbano”. Ele acrescentou que “cidadãos inocentes estão sendo mortos por Israel”. Ao mencionar Gaza e o Irã, o chefe da Defesa paquistanês disse que “o derramamento de sangue continua sem parar”.
Asif escreveu: “Espero e rezo para que as pessoas que criaram esse Estado cancerígeno em terras palestinas, para se livrar dos judeus europeus, ardam no inferno”.
O gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu reagiu à fala. Em nota, classificou a declaração como inaceitável. “O apelo do ministro da Defesa do Paquistão pela aniquilação de Israel é ultrajante. Não é uma declaração que possa ser tolerada de qualquer governo, especialmente de um que afirma atuar como mediador neutro para a paz”, afirmou.
A declaração de Asif ocorre enquanto Israel mantém operações no Líbano. O país não foi incluído no plano de cessar-fogo anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), com confirmação do Irã. O governo israelense sustenta que as ações têm como alvo o Hezbollah. Responsabiliza o grupo pelos confrontos na fronteira.
As IDF (Forças de Defesa de Israel, na sigla em inglês) divulgaram atualizações sobre operações no sul do Líbano e em outras áreas. Segundo os militares, Maher Qassem Hamdan, descrito como comandante das Brigadas de Resistência Libanesa na região de Chebaa, foi morto em ação recente. As IDF afirmam que ele atuava no recrutamento, no fornecimento de armas e no financiamento do grupo.
Os militares israelenses disseram ter atingido integrantes que deixavam a região de Chebaa em direção a Sidon. As forças israelenses relataram a morte de Ali Yusuf Harshi, apontado como secretário pessoal do líder do Hezbollah, Naim Qassem, em Beirute. De acordo com os militares, foram bombardeados cruzamentos usados para transporte de armas ao sul do rio Litani. Depósitos, lançadores e centros de comando também foram alvos.
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O governo libanês cobra o fim dos ataques israelenses em seu território. Israel mantém a ofensiva. A escalada no Líbano ocorre paralelamente às tentativas de cessar-fogo envolvendo Estados Unidos e Irã, mediadas pelo Paquistão.




