Suzane von Richthofen, que segue cumprindo pena em regime aberto pelo assassinato dos pais em 2002, concedeu uma entrevista para a Netflix, serviço de streaming, que produz um documentário sobre o crime. Segundo o colunista Gabriel Vaquer, da “Folha de S.Paulo”, Suzane recebeu cerca de R$ 500 mil para contar a versão dela sobre o crime.
O valor chama a atenção por corresponder a mais de 300 salários mínimos, que, atualmente, segundo o piso nacional, está em R$ 1.621. A Netflix chegou a ser procurada pela imprensa, mas não se pronunciou sobre o caso.
Documentário
Ainda sem data de lançamento prevista, a Netflix começou a produzir o documentário sobre o caso Richthofen após o sucesso da série “Tremembé”, lançada pelo streaming rival, o Prime Vídeo, em 2025. Para compor a obra, a plataforma procurou Suzane para entrevistas.
A mulher, condenada pelos assassinatos dos pais em 2002, aceitou participar e contar a própria versão dos fatos desde a infância até o ato do crime, mostrando a visão sobre a sua relação com os familiares.
Na produção, Suzane descreve a casa dos pais como um ambiente sem afeto e marcado por cobranças. Além disso, ela relata ter presenciado o pai, Manfred von Richthofen, agredir fisicamente a mãe, Marísia, quando ainda era criança. A obra também aborda a vida atual da mulher com o marido, Felipe Muniz, e o filho do casal.
Até hoje a filha do casal Richthofen nega ter participado do planejamento do assassinato, mesmo ao reconhecer parte da culpa do crime.
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Assassinato
No documentário, será revivido o caso que ocorreu em 31 de outubro de 2002, quando Suzane, então com 19 anos, planejou o assassinato dos próprios pais dentro da mansão da família, em São Paulo. Ela contou com a ajuda do então namorado, Daniel Cravinhos, e do irmão dele, Christian Cravinhos.
Após o crime, para tentar despistar a polícia, Suzane ainda ajudou a encenar um assalto, o que fez com que, inicialmente, o caso fosse tratado como latrocínio. Porém, inconsistências nos depoimentos e nas provas levaram à descoberta do envolvimento da jovem.
Os três envolvidos foram julgados e condenados em 2006. Suzane e Daniel receberam penas de 39 anos de prisão, e Christian foi condenado a 38 anos. Em 2015, após quase dez anos na prisão, ela progrediu para o regime semiaberto. E, em 2023, passou para o regime aberto.




