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Justiça nomeia Suzane von Richthofen como inventariante de herança de R$ 5 milhões do tio

Condenada pela morte dos pais terá poderes limitados para administrar espólio de Miguel Abdalla Netto

A Justiça de São Paulo nomeou Suzane von Richthofen como inventariante do patrimônio deixado pelo médico aposentado Miguel Abdalla Netto, tio da condenada. A decisão foi tomada pela 1ª Vara da Família e Sucessões do Foro Regional II de Santo Amaro. Suzane terá poderes limitados para administrar o espólio avaliado em cerca de R$ 5 milhões, enquanto cumpre pena em regime aberto pela morte dos pais.

Disputa familiar pela herança

A nomeação aconteceu após análise judicial que identificou Suzane como a única pessoa formalmente habilitada nos autos como herdeira. O Código Civil estabelece que sobrinhos, como parentes colaterais de terceiro grau, têm precedência sobre primos na ordem sucessória.

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A prima de Suzane, Silvia Gonzalez Magnani, também disputava a posição de inventariante. Silvia registrou boletim de ocorrência contra Suzane, acusando-a de retirar sem autorização diversos itens da residência de Miguel após seu falecimento, incluindo eletrodomésticos, móveis e documentos.

Circunstâncias da morte e patrimônio

Miguel Abdalla Netto foi encontrado morto em 9 de janeiro, em sua casa no bairro do Campo Belo, zona sul de São Paulo. Um vizinho descobriu o corpo em avançado estado de decomposição, sentado em uma poltrona, após estranhar a ausência prolongada do médico.

Como Miguel não tinha pais vivos, irmãos, filhos ou companheira oficialmente reconhecida, e não deixou testamento registrado em cartório, seus bens devem ser destinados a Suzane, filha de sua irmã Marísia von Richthofen. Andreas von Richthofen, irmão de Suzane, renunciou à herança do tio.

Limitações judiciais e investigação

Apesar de nomeada inventariante, Suzane terá suas atribuições restringidas pela Justiça. A decisão judicial permite apenas atos de conservação e manutenção dos bens, proibindo expressamente a venda, transferência ou uso pessoal do patrimônio sem prévia autorização judicial.

O inventário permanecerá suspenso até o julgamento definitivo da ação que discute a alegada união estável entre Silvia e Miguel, o que poderia alterar a distribuição da herança.

O atestado de óbito indicou causa da morte como indeterminada, apontando necessidade de exames complementares. Por esse motivo, a Polícia Civil trata o caso como morte suspeita.

Reação da defesa de Silvia

As advogadas de Silvia, Aline Oliveira e Vanessa Piai, manifestaram surpresa com a nomeação de Suzane como inventariante antes do término do prazo concedido para apresentação de documentos que comprovariam a união estável entre Silvia e Miguel.

“O prazo estabelecido pela juíza se encerraria em 10 de fevereiro”, afirmaram as defensoras. Elas anunciaram que irão recorrer da decisão e ressaltaram que a nomeação não valida atos realizados sem autorização judicial, como a retirada de bens do espólio.

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