A missão Artemis II foi concluída com sucesso nesta sexta-feira (10), após o retorno seguro da cápsula Orion à Terra. A espaçonave, que transportava quatro astronautas, realizou um pouso controlado no Oceano Pacífico, encerrando uma jornada considerada histórica para a exploração espacial.
Os tripulantes regressaram à Terra utilizando trajes de compressão, medida adotada para minimizar os impactos físicos da missão. A retirada da cápsula será feita apenas cerca de duas horas após o pouso, período necessário para avaliações iniciais das equipes médicas.
Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, Christina Koch será a primeira astronauta a deixar a cápsula, seguida por Victor Glover, Jeremy Hansen e, por último, o comandante Reid Wiseman.
Para reduzir os efeitos do retorno à gravidade, como náuseas e desconfortos provocados pela reentrada, os astronautas passaram por um protocolo gradual de medicação ao longo da viagem de volta.
A cápsula será recolhida por um navio da Marinha dos Estados Unidos, responsável pela operação de resgate no oceano. Cerca de 14 minutos após a amaragem (21h07, de Brasília), o comandante informou que todos os astronautas estavam bem, tranquilizando as equipes em solo.
O voo teve duração de nove dias e levou a tripulação a uma trajetória ao redor da Lua, algo que não acontecia com humanos há mais de meio século. Durante o percurso, os astronautas percorreram cerca de 695 mil milhas (mais de 1,1 milhão de quilômetros), atingindo uma distância recorde em relação à Terra.
A fase final da missão exigiu atenção máxima: a reentrada na atmosfera terrestre ocorreu em alta velocidade e sob temperaturas extremas, resultado do atrito com o ar. Mesmo assim, o sistema da cápsula funcionou como esperado, garantindo um retorno seguro até o momento do pouso no mar, auxiliado por paraquedas.
Apesar de não ter realizado um pouso na superfície lunar, a Artemis II teve papel fundamental como teste para futuras expedições. A missão validou sistemas essenciais da nave Orion e abriu caminho para os próximos passos do programa, que prevê o retorno de astronautas à Lua nos próximos anos.
O sucesso da operação reforça a retomada das missões tripuladas no espaço profundo e representa um avanço importante na meta de estabelecer presença humana sustentável na Lua, além de servir como base para futuras viagens a Marte.
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