O árbitro Flavio Rodrigues de Souza enviou à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) a súmula da partida entre Corinthians e Palmeiras, realizada neste domingo (12/04), na Neo Química Arena, em São Paulo. O clássico paulista terminou em 0 a 0. O documento oficial detalha duas expulsões de atletas do Corinthians, paralisações provocadas por objetos no gramado e um tumulto envolvendo seguranças das duas equipes após o apito final.
O volante André Luiz Santos Dias foi expulso após revisão do VAR. O lateral Matheus França Silva também recebeu cartão vermelho direto depois de análise das imagens. As duas expulsões ocorreram por condutas violentas contra jogadores do Palmeiras.
O jogo foi interrompido duas vezes. Aos quatro minutos do primeiro tempo, uma linha de pipa no campo provocou a primeira paralisação. Aos 20 minutos do segundo tempo, um drone invadiu o gramado carregando um porco de pelúcia.
Nos bastidores, um segurança do Corinthians se envolveu em incidente com o atleta palmeirense Luighi Hanri Sousa Santos. O episódio aconteceu durante o procedimento de controle de doping, já no vestiário.
Expulsões confirmadas pelo VAR
O árbitro registrou na súmula: “Após revisão no VAR, expulsei o jogador da equipe do Corinthians, Sr. André Luiz Santos Dias, por ter colocado a mão em seu órgão genital e realizado gesto obsceno em direção ao jogador da equipe do Palmeiras, Sr. Andreas Pereira”.
A expulsão do lateral Matheuzinho foi descrita pelo juiz da partida: “Após revisão no VAR, expulsei de forma direta o jogador da equipe do Corinthians, Sr. Matheus França Silva por, fora da disputa de bola, desferir um soco no rosto de seu adversário, o Sr. José Manuel Alberto López. Após a expulsão, o referido atleta se recusou a deixar o campo de jogo, retardando o reinício da partida. Quando finalmente se retirou, proferiu ofensas à equipe de arbitragem com as seguintes palavras: ‘Ei, ei, vocês são um bando de palhaços, vai tomar no c, car‘”.
André foi punido por gesto obsceno direcionado a Andreas Pereira. Matheus França Silva agrediu José Manuel Alberto López com um soco no rosto. As duas decisões foram tomadas após análise das imagens pelo VAR.
Paralisações durante a partida
Flavio Rodrigues de Souza informou no documento oficial: “Informo que, aos 4 (quatro) minutos do primeiro tempo, a partida foi paralisada devido à presença de uma linha de pipa no campo de jogo, e aos 20 (vinte) minutos do segundo tempo, a partida foi novamente paralisada em razão da invasão de um drone no campo de jogo, o qual transportava um porco de pelúcia”.
As interrupções aconteceram por objetos que representavam risco à segurança dos atletas. A súmula não especifica se houve identificação dos responsáveis pelas invasões.
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Tumulto nos bastidores
O árbitro relatou o incidente após o término da partida: “Ao término da partida, já no vestiário, fomos informados pelo delegado da partida, Sr. Rogério Menezes Lopes, de que, no momento em que a equipe de controle de doping tentava acessar a sala destinada ao procedimento, acompanhada do atleta da equipe do Palmeiras, Sr. Luighi Hanri Sousa Santos, houve um empurrão por parte de um segurança da equipe do Corinthians. Não foi presenciada nenhuma agressão a jogadores de ambas as equipes”.
O documento acrescenta: “Segundo o relato, o referido segurança empurrou o atleta ao tentar impedir sua passagem em direção à sala de controle de doping. A ação deu início a um tumulto generalizado, envolvendo seguranças de ambas as equipes”.
A confusão foi controlada por representantes dos dois clubes. O árbitro registrou: “O delegado informa que o tumulto foi controlado pelos representantes de ambas as equipes, Sr. Anderson Barros, da equipe do Palmeiras, e o treinador Fernando Diniz, da equipe do Corinthians, juntamente com o próprio delegado da partida”.




