Um juiz federal dos Estados Unidos arquivou nesta segunda-feira (13/04) o processo do presidente Donald Trump contra o The Wall Street Journal e o empresário Rupert Murdoch. O republicano pedia US$ 10 bilhões por difamação devido a uma reportagem sobre sua relação com Jeffrey Epstein, bilionário condenado por crimes sexuais.
O magistrado Darrin P. Gayles, da Flórida, determinou o arquivamento da ação. A reportagem afirmava que Trump enviou a Epstein uma correspondência com um desenho de uma mulher nua.
A matéria descrevia uma carta de teor sexual sugestivo que, segundo o jornal, teria a assinatura de Trump. O documento fazia parte de um álbum de 2003 preparado para o aniversário de 50 anos de Epstein.
Trump apresentou o processo em julho de 2025, logo após a publicação da reportagem. O presidente classificou a matéria como “falsa, maliciosa e difamatória”. Ele negou ter escrito o documento mencionado.
Horas depois da decisão, Trump afirmou nas redes sociais que a medida “não é um encerramento”, mas uma “sugestão de reapresentação” de seu “caso poderoso”. Segundo ele, o caso será reapresentado “até 27 de abril”.
O juiz Gayles concedeu ao presidente a possibilidade de apresentar uma versão modificada da ação. Na decisão, o magistrado escreveu que “se o presidente Trump foi o autor da carta ou amigo de Epstein são questões de fato que não podem ser determinadas neste estágio do processo”.
Os advogados do jornal e de Murdoch solicitaram ao juiz que considerasse as afirmações da reportagem como verdadeiras. Argumentaram que, portanto, não seriam passíveis de classificação como difamatórias.
Um porta-voz da Dow Jones, empresa responsável pela publicação do jornal, declarou que a organização ficou “satisfeita” com a decisão judicial. O representante acrescentou: “Mantemos nossa confiança na confiabilidade, no rigor e na precisão das reportagens do Wall Street Journal”.
A Casa Branca não emitiu comentários sobre a decisão até o momento.
A correspondência citada na matéria foi posteriormente divulgada pelo Congresso dos Estados Unidos. O Congresso intimou os registros do espólio de Epstein.
A reportagem do Wall Street Journal retomou a relação entre Trump e Epstein. Essa relação já havia sido documentada anteriormente por diversas fontes.
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