Forças policiais estaduais de 16 unidades da federação executaram mandados judiciais contra suspeitos de disseminar violência extrema, discurso de ódio e material de exploração sexual infantojuvenil em plataformas digitais. A ação ocorreu nesta quinta-feira (16/04).
A Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça e Segurança Pública coordenou a operação nacional. O Ciberlab, estrutura da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência da pasta, prestou apoio técnico às investigações.
As Polícias Civis estaduais conduziram as apurações e obtiveram junto à Justiça as autorizações para cumprimento de 20 mandados de busca e apreensão, dois mandados de prisão e duas apreensões de adolescentes. Os alvos são investigados por crimes praticados em ambientes virtuais.
As diligências aconteceram em Minas Gerais, Pará, São Paulo, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Ceará, Paraná, Alagoas, Piauí, Goiás, Mato Grosso, Maranhão, Acre, Bahia, Pernambuco e Amazonas. O Ministério Público de Minas Gerais participou da operação. A Polícia Militar mineira e unidades especializadas em inteligência cibernética do estado também prestaram apoio.
A coordenação nacional permitiu às autoridades mapear conexões entre indivíduos e comunidades virtuais que atuam em diferentes regiões do país. O trabalho integrado buscou desarticular a ação de pessoas e grupos que propagam conteúdos ilegais por meio de plataformas digitais.
O Ciberlab forneceu às polícias estaduais relatórios técnicos que identificaram padrões de comportamento associados à radicalização online, disseminação de violência e formação de grupos em plataformas digitais. Essas análises subsidiaram as investigações nos estados.
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Paralelamente ao cumprimento dos mandados, as autoridades solicitaram às plataformas digitais a remoção de conteúdos considerados ilícitos e o bloqueio de perfis e grupos sob investigação.
A operação recebeu o nome de Bulwark, termo em inglês que significa “baluarte” ou “linha de defesa”. A denominação faz referência à estratégia adotada pelas autoridades para conter ameaças no ambiente virtual que geram consequências no mundo real.




