As principais empresas do K-pop estão em negociações para criar um festival global que promete reunir alguns dos maiores nomes da música sul-coreana em um único palco. A iniciativa, que vem sendo chamada de uma possível “versão coreana” do Coachella, ainda está em fase inicial, mas já movimenta a indústria do entretenimento.
Isso acontece em um momento em que o K-pop vem ganhando força ao redor do mundo. Por exemplo, em 2025, a HYBE registrou um desempenho expressivo. A companhia alcançou receita anual de 2,65 trilhões de won (cerca de US$ 1,83 bilhão), um crescimento de 18% em relação ao ano anterior. O principal destaque foi o segmento de shows, que avançou 69%, impulsionado por turnês internacionais e eventos com fãs de artistas como Seventeen, Tomorrow X Together, Enhypen e Jin, do BTS.
Quais são as empresas
Entre as companhias envolvidas estão HYBE, SM Entertainment, YG Entertainment e JYP Entertainment, quatro das maiores forças do K-pop. Juntas, elas estudam a criação de uma joint venture, uma espécie de consórcio, para viabilizar o festival, batizado de “Fanomenon”.
O nome do projeto combina as palavras “fan” (fã) e “phenomenon” (fenômeno). Dessa forma, reflete a proposta de destacar a força global do gênero e de sua base de fãs. A ideia é criar um evento de grande escala, voltado não apenas para a música, mas também para outros elementos da cultura pop coreana.
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Festival global e expansão do K-pop
A proposta do “Fanomenon” vai além de um evento pontual. Segundo os planos iniciais, o festival deve estrear na Coreia do Sul, possivelmente em 2027, com a ambição de se tornar um evento itinerante a partir de 2028, passando por diferentes cidades ao redor do mundo.
A iniciativa foi apresentada por Park Jin-young, que também participa de um comitê ligado ao governo sul-coreano voltado para a promoção da cultura popular. O objetivo é consolidar o K-pop como um fenômeno global ainda mais estruturado, apostando na colaboração entre empresas que, tradicionalmente, atuam de forma independente.
Além das apresentações musicais, a proposta é que o festival funcione como uma vitrine completa da cultura coreana, incluindo moda, audiovisual e outras expressões artísticas que fazem parte do chamado “Hallyu”, a onda cultural sul-coreana em que não só o K-pop é exportado, como também os doramas e a comida.
Apoio institucional e próximos passos
As conversas também envolvem o governo da Coreia do Sul, que busca fortalecer a indústria cultural como estratégia de projeção internacional. O presidente Lee Jae-myung tem incentivado iniciativas que ampliem o alcance do K-pop, embora sem interferir diretamente nas decisões criativas.
Apesar do entusiasmo, as empresas destacam que o projeto ainda está em estágio inicial. Até o momento, não há definição sobre formato, cronograma final ou estrutura operacional do festival. A criação da joint venture, por exemplo, ainda depende de processos regulatórios e análises de mercado.
Mesmo assim, a possibilidade de ver artistas de diferentes gravadoras dividindo o mesmo lineup já gera expectativa entre fãs. Caso saia do papel, o “Fanomenon” pode marcar um novo capítulo na expansão global do K-pop.




