Nesta segunda-feira (20/04), o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, confirmou ter cometido um erro ao nomear Peter Mandelson como embaixador do Reino Unido em Washington.
Segundo informações da AP, Starmer participou de uma audiência no Parlamento para responder sobre a nomeação de Mandelson, que seria amigo de Jeffrey Epstein e citado no escândalo envolvendo o magnata.
Arrependimento da decisão
Durante a audiência, Starmer disse que não teria nomeado Mandelson se soubesse das relações com Epstein. O ex-embaixador não passou por qualquer tipo de verificação de segurança antes de assumir o cargo e só foi demitido nove meses depois, quando foi descoberta a amizade dele com o financista.
“No centro de tudo isto, há uma decisão que tomei e que foi errada. Eu não deveria ter nomeado Peter Mandelson”, afirmou Starmer.
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Falta de clareza
Ao Parlamento, o primeiro-ministro disse que o fato de haver desconfiança em relação a Mandelson deveria ter sido compartilhado com ele antes que o embaixador assumisse o cargo.
Segundo Starmer, houve uma “decisão deliberada de reter esse material”. “Não foi por falta de perguntas. Não foi um descuido. Foi uma decisão de não compartilhar essa informação em ocasiões reiteradas”, declarou.
Mesmo com as atribuições a outras responsabilidades, o primeiro-ministro se declarou “culpado” pela escolha de Mandelson para o cargo. “Assumo a responsabilidade por essa decisão e volto a apresentar as minhas desculpas às vítimas de Epstein”, declarou.




