As imagens dos turistas “ilhados” no Morro Dois Irmãos durante troca de tiros em operação policial no Vidigal, na Zona Sul do Rio de Janeiro, na segunda-feira (20/04), rodaram o mundo. O episódio ganhou repercussão na imprensa internacional, com cobertura de veículos da Europa, dos Estados Unidos e de outros países da América do Sul.
O jornal argentino “Clarín” estampou que cerca de 200 pessoas que faziam trilha em um dos principais pontos turísticos do Rio ficaram retidos em meio ao tiroteio. No mesmo país, o Infoabe trouxe detalhes sobre a ação contra traficantes, que assustou brasileiros e estrangeiros.
A britânica BBC citou relatos de turistas que buscaram abrigo. O texto também detalhou cenas de pânico no local. O episódio também foi destacado por jornais como o “Agenzia Nova”, da Itália, e o “Le Parisien”, da França.
Vídeos publicados na Internet registraram as diferentes reações de turistas que estavam no local. O guia de turismo Bruno Ribeiro relata momentos de tensão vividos por ele e outras pessoas na trilha.
“Foi um pouco tenso no início, porque começou o tiroteio no Vidial. A gente não sabia se era no Vidigal ou na Rocinha, mas depois percebemos que era de fato no Vidigal. Nós acalmamos o pessoal que estava lá. Realmente no início foi bem tenso, mas graças a Deus deu tudo certo. Ninguém ficou ferido e nem nada. Isso reforça a importância de estar com um guia para fazer um rolê como esse. O que aconteceu foi algo incomum, acontecer operação com turista em trilha”.
O alvo da operação da Polícia Civil no Vidigal, coordenada pelo Ministério Público da Bahia, era o traficante Ednaldo Pereira Souza, conhecido como Dadá. Segundo informações, Dadá fugiu da prisão na Bahia em 2024 e se aliou ao Comando Vermelho.
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O traficante estava escondido na Rocinha, também na Zona Sul do Rio e, neste feriadão de Tiradentes, alugou uma casa no Vidigal para uma festa com parentes e amigos. Dadá conseguiu fugir por uma passagem secreta na residência onde estava.
Durante a operação, foi presa Núbia Santos de Oliveira, mulher do traficante Wallas Souza Soares. Ela ajudava a lavar dinheiro da facção. Mais duas pessoas, que vieram de outros estados, foram detidas.
Por Rafael Alves e Gustavo Sleman




