Monique Medeiros apresentou à direção da Penitenciária Talavera Bruce um pedido para ter o gato Hércules como companhia na cadeia. Ela retornou à unidade prisional na segunda-feira (20/04), no Rio de Janeiro, após se entregar à polícia. A decisão sobre a solicitação caberá à administração da penitenciária.
O advogado Hugo Novais, da defesa de Monique, confirmou o pedido ao Globo. “Para ela, a importância dele é total, porque ela fica 24 horas trancada, numa cela extremamente quente e fechada. Um animal exalando afeto, diante desse cenário de extrema solidão, é algo de grande necessidade“, disse. O felino ficou sob os cuidados de uma policial durante o período em que Monique esteve em liberdade.
O gato se aproximou de Monique há cerca de três anos, durante sua detenção anterior na mesma unidade. O animal passou a acompanhá-la no ambiente prisional. Monique levou Hércules para casa em março, após obter liberdade por decisão judicial. Ela busca agora reencontrar o animal com o retorno à prisão.
Ministro do STF restabeleceu prisão preventiva
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou no dia 17 de abril o restabelecimento da prisão preventiva de Monique Medeiros. O decano do Supremo cassou a decisão do Juízo da 2ª Vara Criminal da Comarca da Capital do Rio de Janeiro. A soltura havia sido concedida em 23 de março.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) se posicionou favoravelmente à prisão de Monique. O parecer foi anexado na Reclamação 92.961, apresentada pela defesa de Leniel Borel, pai de Henry. A reclamação contestava a decisão que havia relaxado a prisão.
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Monique Medeiros compareceu à 34ª Delegacia de Polícia, em Bangu, e se entregou à Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro. Ela foi encaminhada à Penitenciária Talavera Bruce, onde já havia cumprido prisão preventiva anteriormente.
O crime
Henry Borel morreu em 8 de março de 2021 no apartamento localizado na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. A criança vivia no imóvel com Monique Medeiros e o padrasto, o médico e ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho.
Monique e Jairinho afirmaram que Henry foi encontrado desacordado no apartamento. A criança foi levada ao hospital. Os profissionais de saúde constataram a morte por hemorragia interna e laceração hepática. Os réus sustentam a versão de que houve um acidente doméstico e alegam inocência.
O laudo do Instituto Médico-Legal (IML) invalidou a versão apresentada pelos réus. O documento constatou 23 lesões pelo corpo da criança. O caso segue em tramitação na Justiça do Rio de Janeiro.




