Um projeto de lei apresentado na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) quer proibir a presença de pessoas condenadas por crimes de grande repercussão em reality shows. A discussão sobre quem pode ou não virar “personagem” em programas do tipo ganhou força nos últimos dias após a repercussão da possível entrada de Suzane von Richthofen, condenada pelo assassinato dos pais, no programa “A Fazenda”.
A informação foi negada oficialmente pela Record. A especulação surgiu após a confirmação de que Suzane foi entrevistada para um documentário da Netflix e que teria recebido R$ 500 mil pela entrevista.
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O projeto, publicado no Diário Oficial do Estado nesta quinta-feira (23), prevê a proibição, em todo o estado de São Paulo, da exibição de programas — na TV, no streaming e nas redes sociais — que tenham entre os participantes pessoas já condenadas, com sentença definitiva, por crimes de grande repercussão. Na prática, isso inclui casos que chocaram a opinião pública, especialmente crimes violentos, como homicídios ou crimes contra a dignidade sexual, amplamente divulgados pela mídia.
“A proposta tem por objetivo preservar valores fundamentais da sociedade, evitando a banalização da criminalidade e a promoção indevida de indivíduos condenados por crimes de grande repercussão social”, argumentou o deputado estadual Rafa Zimbaldi (União).
O projeto ainda não tem data ou perspectiva de ser analisado na Assembleia Legislativa de São Paulo.




