Caiado critica políticos que buscam agronegócio só em eleições e se define como “agro raiz”

Ex-governador de Goiás fez declarações na Agrishow em Ribeirão Preto e criou termo “sabor agro” para descrever adversários que se aproximam do setor por conveniência

Por Redação TMC | Atualizado em
(Foto: Lucas Escórcio/TMC)

Ronaldo Caiado (PSD) criticou políticos que buscam o setor agropecuário por conveniência eleitoral. O ex-governador de Goiás fez as declarações nesta quarta-feira (29/04) durante visita à Agrishow, em Ribeirão Preto (SP). Caiado afirmou ter trajetória consolidada no agronegócio. O pré-candidato à presidência questionou adversários que se aproximam do segmento apenas durante campanhas.

O ex-governador utilizou a expressão “agro raiz” para caracterizar sua relação com o segmento produtivo. O pré-candidato criou o termo “sabor agro” para descrever políticos que buscam o setor por conveniência.

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“Eu posso dizer a você que eu sou um agro raiz. Eu não sou uma geração que tem sabor de agro, mas não é agro raiz, entendeu? Alguns que se propõem a entender do agro em períodos de campanhas eleitorais, são aqueles que eu os denomino sabor agro”, disse o ex-governador de Goiás.

As críticas foram feitas sem menção a nomes específicos de adversários políticos.

A declaração ocorreu em momento de disputa pela preferência do agronegócio nas eleições de 2026. A Agrishow recebeu ao longo da semana outros pré-candidatos presidenciais. Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo-MG) estiveram no evento. A feira de tecnologia agrícola transformou-se em destino estratégico para políticos que buscam apoio do setor produtivo.

A representatividade do agronegócio na economia brasileira tornou o evento parada quase obrigatória na corrida eleitoral.

Caiado afirmou que sua atuação em defesa do agronegócio começou em 1986. O ex-governador destacou passagem pela Assembleia Constituinte. O pré-candidato mencionou 24 anos no Congresso Nacional. Caiado citou gestão no governo estadual.

“Estou nessa luta em defesa do setor produtivo primário da agropecuária brasileira no direito de propriedade desde 1986. Depois na Constituinte, depois mais 24 anos no Congresso, depois como governador do Estado. (…) Agro raiz mesmo, na essência, aí realmente, nós começamos essa luta há muitos anos e vimos aí a superação da classe.”

O pré-candidato questionou políticos que utilizam prestígio em redes sociais para se eleger sem demonstrar competência administrativa. Caiado defendeu que experiência prévia em gestão pública é requisito essencial para a presidência.

“Espero que as pessoas que muitas vezes alimentam a sua popularidade por rede social e TikTok, que aquele que está assistindo, faça uma reflexão e pesquise o que ele já fez. Porque você, para se sentar na cadeira da Presidência da República, não pode ser apenas você dizer na rede social que você vai consertar as coisas. Vem cá, mas você já fez alguma coisa? Você já mostrou que você é capaz disso? Porque escrever no papel ou falando é muito fácil.”

Referência a gestões anteriores

O ex-governador mencionou que Lula retornou ao poder devido a problemas na gestão posterior a 2018. Jair Bolsonaro comandava o Brasil naquele período. Caiado questionou a repetição de modelos administrativos anteriores.

“Você não aprende a governar na cadeira da Presidência da República. Você tem que ter mais responsabilidade com isso. Então, este é o momento. Por que nós perdemos as eleições em 2022? Porque não tiveram as entregas. Então, você já aprovou esses dois modelos. Você quer repetí-los?”, questionou.

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Caiado defendeu memorando assinado com grupos estrangeiros para exploração de terras raras em Goiás. O estado foi governado por ele até março. Os minérios são objeto de disputa entre potências como Estados Unidos e China.

O pré-candidato argumentou que o objetivo foi garantir maior valor agregado nas exportações através da separação de materiais. Caiado afirmou buscar evitar a comercialização direta de minérios brutos como nióbio, minério de ferro e cobre.

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