O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro comentou, em entrevista exclusiva à TMC, a articulação política que levou à rejeição do nome de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) e destacou o papel de bastidores de senadores da oposição. Segundo ele, a movimentação foi liderada pelo senador Rogério Marinho, com participação de outros parlamentares.
Na avaliação de Eduardo Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro foi “humilde” ao não reivindicar protagonismo na articulação. Ele afirmou que Marinho teve atuação direta na construção de votos contrários à indicação no Senado Federal, especialmente no diálogo com parlamentares de centro.
O ex-deputado também minimizou o impacto da mobilização nas redes sociais, afirmando que esse tipo de pressão costuma ter pouca influência em votações para o STF, historicamente marcadas pela aprovação dos indicados pelo presidente da República.
Eduardo Bolsonaro ainda mencionou a atuação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ao relatar que o parlamentar teria antecipado o placar da votação em conversa com o líder do governo no Senado, Jacques Wagner. Para ele, a atuação de Alcolumbre reflete o peso do cargo, especialmente pelo controle da pauta e pela capacidade de articulação interna.
Apesar de classificar o resultado como uma surpresa, o ex-parlamentar reforçou que a rejeição de Messias deve gerar novos desdobramentos políticos dentro do Congresso Nacional.




