A Polícia Militar de São Paulo realiza nesta quinta-feira (30), a segunda etapa da “Operação Impacto Urbs” contra as chamadas “gangues quebra-vidros”.
A ação acontece em diversos pontos da capital paulista, mas o foco principal é na Região Central, que concentra o maior número de registros deste tipo de crime. Os pontos estratégicos são escolhidos de acordo com a “mancha criminal”.
A megaoperação envolve 900 policiais, 290 viaturas, além de três “caveirões” e uma aeronave. Também estão sendo empregados cães farejadores e drones para varredura aérea.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), a estratégia atinge simultaneamente dois pontos da cadeia criminosa: os crimes contra o patrimônio (como roubos e furtos de veículos) e a logística do tráfico de drogas.
O secretário-executivo da Segurança Pública de São Paulo, coronel Henguel Ricardo Pereira, explica que o objetivo é “sufocar” o crime organizado nessas regiões, para impedir que a prática dos crimes volte a acontecer logo após o término das operações.
“A operação responde com escala e tecnologia ao que o crime organizado construiu ao longo do tempo, por isso, estamos atuando de forma coordenada contra quem usa o espaço público para o tráfico e para o crime patrimonial. O objetivo é desestabilizar essas estruturas de forma duradoura, não apenas deslocá-las”, afirmou.
Na primeira fase da ação, que aconteceu na sexta-feira (24), 18 pessoas foram presas. Os agentes também apreenderam três celulares, drogas, R$ 172 em dinheiro, e 12 bicicletas sem comprovação de origem.




