O governo sul-coreano analisa proposta dos Estados Unidos para participar de operações de segurança marítima no Estreito de Ormuz. O Ministério das Relações Exteriores divulgou nesta terça-feira (05/05) que examina a adesão ao Projeto Freedom, iniciativa americana lançada na segunda-feira (04/05) para escoltar embarcações comerciais. A avaliação considera a prontidão militar na Península Coreana e a legislação nacional.
A proposta americana responde às restrições impostas pelo Irã à navegação no estreito desde 28 de fevereiro, quando começou a guerra entre Estados Unidos e Israel contra Teerã. As autoridades iranianas determinaram que embarcações só podem transitar pela região sob controle iraniano e mediante pagamento de taxa.
Na segunda-feira (04/05), uma embarcação com bandeira do Panamá sofreu incêndio e explosão enquanto navegava no Estreito de Ormuz. A tripulação era composta por 24 pessoas, sendo seis sul-coreanos. O ministério informou que não há registro de vítimas. A embarcação estava atracada próximo aos Emirados Árabes Unidos quando ocorreu a explosão.
Impactos econômicos na região asiática
Quase um quinto do petróleo e gás mundial passa pelo Estreito de Ormuz. As economias asiáticas enfrentam impactos severos devido à dependência de importações de combustível provenientes do Golfo.
Um relatório das Nações Unidas publicado em 14 de abril aponta que as consequências da guerra devem custar à economia da região Ásia-Pacífico centenas de bilhões de dólares. O documento indica ainda que milhões de pessoas podem ser mergulhadas na pobreza. A Ásia responde por mais da metade da produção industrial mundial.
Após a falha da tentativa de negociação para pôr fim à guerra entre Estados Unidos e Irã, o presidente Donald Trump anunciou que as forças americanas bloqueariam a entrada e saída de navios de portos iranianos. Teerã ameaçou atingir navios de guerra que atravessassem o estreito. As autoridades iranianas também ameaçaram retaliar contra os portos de seus vizinhos do Golfo.
O cessar-fogo entre os países envolvidos no conflito foi estendido. A campanha de bombardeios Estados Unidos-Israel contra Teerã foi suspensa.
“O governo defende o princípio de que a segurança e a livre navegação nas vias marítimas internacionais devem atender ao interesse comum de todas as nações e ser protegidas de acordo com o direito internacional”, afirma o comunicado do Ministério das Relações Exteriores sul-coreano.
“Estamos analisando a proposta dos EUA sobre o Estreito de Ormuz com base no princípio, no nível de prontidão militar na Península Coreana e nas leis nacionais. Sobre o Projeto Freedom, a Coreia do Sul e os EUA têm mantido comunicação constante para garantir o uso seguro de vias navegáveis importantes, incluindo o Estreito de Ormuz“, acrescentou o informe.




