Os Estados Unidos vão interromper temporariamente a escolta de embarcações comerciais no Estreito de Ormuz. O presidente Donald Trump anunciou a decisão nesta terça-feira (05/05). A medida busca abrir espaço para negociações com o Irã em meio ao bloqueio iraniano na região.
Trump divulgou a suspensão pela rede social Truth Social. O presidente informou que a pausa atende a pedidos do Paquistão e de outros países. O Paquistão atua como mediador no conflito. As conversas com representantes iranianos avançaram, segundo Trump.
“Concordamos mutuamente que, enquanto o bloqueio permanecer em pleno vigor, o Projeto Liberdade (o movimento de navios pelo Estreito de Ormuz) será pausado por um curto período para ver se o acordo pode ou não ser finalizado e assinado”, afirmou.
O bloqueio contra navios iranianos continuará ativo. Trump não detalhou a fase atual das negociações. O presidente também não identificou quais países participam das tratativas.
O Estreito de Ormuz é uma rota marítima estratégica. Cerca de 20% do petróleo mundial passava pela região antes do conflito. A guerra começou em 28 de fevereiro.
O Irã bloqueou a passagem de navios para pressionar Estados Unidos e Israel pelo fim da guerra. Os Estados Unidos responderam com restrições à circulação de embarcações iranianas.
Pete Hegseth, secretário de Defesa dos Estados Unidos, classificou a operação no Estreito de Ormuz como “pacífica” nesta terça-feira. Hegseth alertou que haverá resposta com “poder de fogo esmagador” se o Irã atacar navios na região.
O secretário de Defesa declarou que os Estados Unidos controlam o estreito. A afirmação ocorre em momento de tensões crescentes. Na segunda-feira (04/05), os dois lados informaram ter disparado contra embarcações adversárias. Um cessar-fogo estava em vigor.
Hegseth afirmou que os Estados Unidos “não estão procurando briga”. O “Projeto Liberdade” tem caráter temporário. A operação de escolta deve durar até a normalização do fluxo de navios.
“Sabemos que os iranianos estão constrangidos. Eles disseram que controlam o estreito. Não controlam”, afirmou, em entrevista coletiva.
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