O Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) declarou que a vantagem de Keiko Fujimori no segundo turno das eleições presidenciais do Peru não pode mais ser revertida. Com 99,86% das urnas apuradas, ela soma 50,118% dos votos válidos. O adversário Roberto Sánchez registra 49,882%.
A diferença entre os dois candidatos chega a pouco mais de 43 mil votos, sobre um total de 19 milhões já contabilizados. Ainda restam 39.300 cédulas a serem processadas em 131 seções eleitorais. O pleito foi realizado em 7 de junho.
Sánchez protocolou, na segunda-feira, um pedido formal ao Júri Nacional de Eleições para que sejam anulados os votos registrados nas 119 repartições consulares do país no exterior. Segundo o candidato, esses votos somam aproximadamente 300 mil e beneficiaram amplamente Fujimori.
Em sua argumentação, Sánchez afirmou: “Protocolamos um pedido formal de anulação para que o Júri Nacional de Eleições declare a nulidade das eleições realizadas nas 119 repartições consulares” Ele também sustentou que “O processo eleitoral foi seriamente comprometido por modificações introduzidas a pedido do Poder Executivo (o Ministério das Relações Exteriores), especificamente em relação ao segundo turno presidencial”
O candidato alegou ainda que, se os votos do exterior fossem excluídos da contagem, ele teria uma vantagem de cerca de 25 mil votos sobre Fujimori.
Contexto das candidaturas
Para Fujimori, esta é a quarta candidatura à presidência do Peru. Ela é filha do ex-presidente Alberto Fujimori, que governou o país entre 1990 e 2000. Sánchez, por sua vez, disputa o cargo pela primeira vez e é considerado herdeiro político de Pedro Castillo, preso após uma tentativa fracassada de autogolpe em 2022.
A delegação da União Europeia que acompanhou o pleito avaliou que o segundo turno transcorreu de forma “calma e ordenada”.
O vencedor substituirá o presidente interino José María Balcázar em 28 de julho, início de um mandato de cinco anos.




