O governo do Acre exonerou de cargo em comissão o padrasto do adolescente de 13 anos apreendido após atirar contra funcionários e alunos no Instituto São José. O ataque ocorreu na terça-feira (05/05) na capital acreana. A arma usada nos disparos pertence ao padrasto, segundo as investigações.
A exoneração foi publicada em edição extra do Diário Oficial do Estado nesta quarta-feira (06/05). A governadora Mailza Assis Cameli (PP) decretou luto oficial de três dias pelas vítimas.
Morreram no ataque a auxiliar administrativa Raquel Sales Feitosa, 36, e a inspetora Alzenir Pereira da Silva, 53. Quatro pessoas foram atingidas pelos disparos: três funcionárias e um aluno.
O adolescente é estudante da instituição. Ele se entregou após os disparos. A Polícia Civil registrou um Termo Circunstanciado de Ocorrência contra o padrasto. O homem foi detido na terça-feira (05/05), interrogado e liberado em seguida.
A criança de 11 anos atingida em uma das pernas passou por avaliação multiprofissional. O atendimento incluiu acompanhamento psicológico. Ela não apresentou fraturas nem sangramento ativo. Recebeu alta hospitalar após a retirada do projétil.
Uma servidora ferida no ataque também deixou o hospital. Ela passará por procedimento cirúrgico ambulatorial previamente agendado.
O adolescente estava com dois carregadores municiados adicionais no momento do ataque. A Secretaria de Estado de Educação e Cultura suspendeu todas as aulas da rede estadual por três dias.
O comandante do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar do Acre, tenente-coronel Felipe Russo, informou que o adolescente não teve dificuldades para entrar no prédio por ser aluno da instituição.
A Polícia Civil apreendeu o celular do garoto. O aparelho está sendo analisado pelas autoridades. As investigações trabalham com diferentes linhas para identificar o que motivou o adolescente a cometer o ataque. Não há conclusões sobre as circunstâncias que levaram ao crime.
Em nota, a defesa do padrasto afirmou que o adolescente teve acesso indevido à arma de fogo, “sem autorização ou conhecimento prévio”. Os advogados declararam que o investigado “não teve qualquer participação, incentivo ou anuência” nos atos praticados pelo enteado. A defesa informou que ele se apresentou voluntariamente às autoridades após tomar conhecimento do caso. O homem tem colaborado com as investigações.
A Polícia Civil não informou quem faz a defesa do adolescente.
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