Presidente licenciado do Conselho do Corinthians avalia reforma estatutária

Em entrevista à TMC, Romeu Tuma Júnior disse estar incomodado pelo fato do Conselho não ter aprovado o texto-base do projeto

Por Victor Godoy | Atualizado em
(Foto: Divulgação/Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo)

O principal tema que afeta o Conselho Deliberativo do Corinthians atualmente é a reforma do Estatuto. Embora o texto-base tenha sido reprovado, os conselheiros aprovaram alguns tópicos específicos nesta segunda-feira (04/05). Licenciado da Presidência do CD, Romeu Tuma Júnior participou da votação e analisou o resultado do pleito.

Acho importante termos conseguido avançar e estar conseguindo mudar o Estatuto do Corinthians. Quando candidato, meu principal compromisso era fazer a reforma do estatuto. Nosso estatuto não tem mudanças significativas nos últimos 20 anos. O Corinthians vive uma crise muito grande tanto financeira quanto administrativa e moral. Estamos tentando mudar o estatuto há muito anos”, pontuou Romeu Tuma Júnior durante participação no Papo de Craque 1º Tempo, programa da TMC.

A votação de algumas coisas foi um grande avanço. Não estou feliz totalmente, porque o Conselho decidiu derrubar o texto-base que tinha tópicos muito importantes, inclusive para adequar (o Estatuto) à Lei Geral do Esporte, responsabilizar gestores e criar mecanismos para ampliar a gestão”, complementou.

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Ao todo, 14 itens específicos foram discutidos, indo de possibilidade de se tornar SAF até composições de órgãos internos, como o Conselho de Ética, o Conselho de Orientação e a quantidade de conselheiros vitalícios no Conselho Deliberativo. Um deles contempla a possibilidade de reeleição do presidente Osmar Stabile.

A reforma do Estatuto do Corinthians vem sendo debatida desde 2024. Entre 2025 e 2026, foram feitas 15 audiências públicas com participação de associados e pessoas de fora do Parque São Jorge. Assim, Romeu Tuma Júnior formulou o documento que vem sendo votado.

Próximos passos da reforma do Estatuto do Corinthians

Passada a votação, Leonardo Pantaleão, presidente interino do Conselho Deliberativo, agora tem 30 dias para marcar a Assembleia Geral, que vai confirmar (ou reprovar) a reforma estatutária. Romeu Tuma Júnior defende que os associados também votem o texto-base, mesmo com a rejeição dos membros do CD.

“O Leonardo Pantaleão deve marcar a Assembleia Geral. Ainda acho que o texto que o que o Conselho não acatou deve ser deliberado à Assembleia Geral para dizer se ela acolhe ou não a decisão do Conselho, porque a Assembleia Geral, em última instância, deve falar em nome da associação. Ela aprovando ou não o texto-base, vota também os artigos separados. Isso tem que acontecer rapidamente para que seja efetivada a reforma do Estatuto porque temos eleição em novembro e existem prazos que precisam ser respeitados”, explicou o presidente licenciado do Conselho do Corinthians.

“Não acho que (a Assembleia Geral) tem que votar todos os tópicos específicos. É que o texto-base tem mudanças significativas. Resumidamente, você teria três questionamentos para a Assembleia Geral: ela referenda a deliberação do Conselho sobre o texto-base; se os artigos aprovados pelo Conselho vão ser inseridos no texto-base ou no Estatuto atual“, emendou.

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Durante a entrevista, Romeu Tuma Júnior reforçou a importância de aprovarem o documento como um todo. Dentre os tópicos que estão no documento está o assunto SAF.

“Hoje, no Corinthians não tem nada que permita um debate sobre SAF. Tanto que todas as vezes que o pessoal da SAFiel me procurou ou procurou os dirigentes do Corinthians, eu falei que precisamos criar um mecanismo para que o clube e seus associados possam deliberar sobre isso. Na reforma estatutária, estão os mecanismos para deliberar sobre os assuntos. Não somos contra debater os assuntos; temos criar mecanismos para debater sobre isso dentro das regras estatutárias. Eles reprovaram, o que eu acho um absurdo“, destacou.

Veja a íntegra do Papo de Craque 1º Tempo

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