A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná confirmou dois casos de hantavírus. Os pacientes estão em Pérola d’Oeste e Ponta Grossa, no interior do estado. A confirmação foi divulgada nesta quinta-feira (08/05).
As autoridades descartaram 21 casos suspeitos. Outros 11 permanecem em investigação. O estado mantém vigilância constante sobre a hantavirose.
A secretaria declarou que a doença permanece sob controle no Paraná. O monitoramento ocorre de forma contínua. As equipes de vigilância epidemiológica acompanham os casos suspeitos e confirmados.
A divulgação acontece após a Organização Mundial da Saúde tornar públicos casos e óbitos por hantavirose em um navio de cruzeiro. A embarcação realizava trajeto da Argentina com destino a Cabo Verde.
Em 2025, o estado confirmou um caso da doença em Cruz Machado. Os dados demonstram que o Paraná mantém vigilância sobre a ocorrência da hantavirose em diferentes regiões.
O secretário de Estado da Saúde, César Neves, avaliou a capacidade de resposta da rede de saúde paranaense. “A hantavirose é uma doença monitorada rigorosamente pela Divisão de Vigilância de Zoonoses e Intoxicações da Sesa. Estamos acompanhando de perto e garantimos que os profissionais de saúde estão capacitados para identificar e tratar com rapidez qualquer suspeita da doença”, disse.
Transmissão e sintomas
A hantavirose é uma zoonose viral aguda que exige notificação compulsória imediata. A transmissão ocorre principalmente pela inalação de partículas suspensas no ar. Essas partículas contêm o vírus presente na urina, fezes e saliva de roedores silvestres infectados.
O vírus pode ser transmitido quando entra em contato com mucosas humanas. Arranhões e mordidas provocados por roedores silvestres infectados também representam risco. Essas formas alternativas de contágio ocorrem em situações de contato direto com os animais.
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O vírus pode provocar a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH). Em situações graves, a infecção evolui para a síndrome da angústia respiratória aguda (SARA). Nesse estágio, pode ocorrer edema pulmonar não cardiogênico. O paciente desenvolve insuficiência respiratória aguda e choque circulatório.
O quadro clínico inicial apresenta febre, dores nas articulações, dor de cabeça e manifestações gastrointestinais. Na fase cardiopulmonar, o paciente apresenta dificuldade para respirar, tosse seca e pressão baixa.
A medicina não dispõe de tratamento específico para a infecção por hantavírus. As medidas terapêuticas disponíveis são de suporte ao paciente. As autoridades sanitárias recomendam que qualquer pessoa com os primeiros sinais da doença procure imediatamente um serviço de saúde.




