A defesa de Laís Gabriela Barbosa da Cunha divulgou nota afirmando que a cliente, que atacou um cabeleireiro em São Paulo, tem diagnostico de transtorno psicótico agudo e transitório. Segundo o advogado Murilo Augusto Maia, a acusada estava sem os medicamentos de tratamento no momento da agressão.
O profissional foi atingido pelas costas com uma faca de cozinha dentro do estabelecimento. Câmeras de segurança registraram o momento em que outros funcionários do salão contiveram a mulher.
Conforme informações da defesa, Laís recebe acompanhamento no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) desde 2023. A cliente morou na Inglaterra, onde continuou o tratamento médico, e posteriormente retornou ao Brasil para seguir com a terapia em Ribeirão Preto.
O advogado explicou que a acusada havia sido internada com hepatite medicamentosa, condição que a obrigou a interromper temporariamente os remédios psiquiátricos. No dia da agressão, ela não havia tomado a medicação.
O episódio ocorreu semanas após a realização do procedimento capilar. Em vídeos publicados nas redes sociais, a cliente aparece reclamando do resultado do corte.
“Ele pegou o meu cabelo e foi picotando com uma tesoura-navalha. Se vocês conseguem ver, a minha franja está parecendo o Cebolinha, porque ele cortou todo o meu cabelo. Eu mandei mensagem do WhatsApp e eles ficaram dois dias sem me responder”, afirmou Laís nas gravações.
Os responsáveis pelo salão declararam que explicaram o procedimento conforme havia sido combinado com a cliente.
Segundo o registro policial, Laís afirmou que carregava a faca por medo de assaltos. A defesa relatou que a acusada havia sido vítima de roubo nas proximidades do terminal rodoviário da Barra Funda.
Ao chegar no estabelecimento na tarde anterior à divulgação do caso, a cliente teria dito aos presentes que deixaria “as coisas daquele jeito”.
A Polícia registrou o caso como lesão corporal leve, já que o ferimento não foi grave. A vítima foi atingida uma vez pelas costas.
Os advogados do cabelereiro, no entanto, discordam da classificação. Eles argumentam que o episódio deve ser enquadrado como tentativa de homicídio, considerando a natureza do ataque.
Laís Gabriela foi detida logo após a agressão e liberada em seguida. O caso segue em investigação.
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