Guarda municipal mata esposa horas após casamento; entenda se união pode ser desfeita

Vítima tinha 34 anos e foi morta a tiros pelo companheiro, guarda da GCM de Campinas, horas após assinar união estável

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(Foto: Arquivo pessoal)

Nájylla Duenas Nascimento, foi assassinada a tiros pelo marido durante a festa que celebrava a união do casal. O crime aconteceu no sábado (09/05), em Campinas, poucas horas depois da cerimônia de união estável entre ela e Daniel Barbosa Marinho, guarda da Guarda Civil Municipal de Campinas.

O agressor disparou contra a vítima durante a confraternização que reunia familiares e amigos após a oficialização da relação. Daniel foi preso em flagrante e levado ao 2º Distrito Policial de Campinas, sendo posteriormente encaminhado à cadeia pública.

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A 2ª Delegacia de Defesa da Mulher de Campinas registrou o homicídio como feminicídio e violência doméstica. A corporação informou que o guarda municipal será apurado administrativamente pelo crime cometido.

O motivo que levou Daniel a atirar contra Nájylla não foi divulgado pelas autoridades. A investigação segue em andamento para esclarecer as circunstâncias do assassinato.

Anulação de casamento após morte

A legislação brasileira permite a anulação de casamento em casos específicos previstos no artigo 1.550 do Código Civil. Quando reconhecida, a anulação trata o matrimônio como juridicamente inexistente, revertendo os envolvidos ao estado civil anterior.

No entanto, especialistas apontam que a aplicação desse mecanismo em casos de feminicídio é juridicamente complexa, já que o crime ocorreu após a celebração oficial da união.

Dentre os casos específicos previstos na lei, o que melhor se enquadra ao caso é o de “erro essencial”, que fala quando o cônjuge não sabia da má fama ou de um crime grave cometido pelo parceiro antes do casamento. O caso, porém, ocorreu após o matrimônio.

Violência contra mulheres cresce em SP

São Paulo registrou 86 casos de feminicídio no primeiro trimestre de 2026, segundo dados oficiais. O número representa um aumento de 41% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Em todo o Brasil, uma mulher foi vítima de feminicídio a cada cinco horas nos três primeiros meses de 2026. Os dados evidenciam o agravamento da violência de gênero no país.

Pesquisa do Datafolha revelou que 40% dos brasileiros já sofreram algum tipo de violência ou foram vítimas de crimes. Entre as mulheres, 41% afirmaram que evitam sair de casa à noite por receio de serem atacadas.

Os números refletem o impacto da insegurança na vida cotidiana da população feminina, que precisa adaptar sua rotina para reduzir riscos de agressão.

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