O Eurovision chega à sua 70ª edição cercado por protestos e boicotes relacionados à guerra em Gaza. O tradicional concurso musical europeu, realizado este ano em Viena, na Áustria, começa as semifinais sob forte pressão pela participação de Israel, enquanto cinco países decidiram não participar da edição.
Ao longo das décadas, o Eurovision se consolidou como um dos maiores eventos culturais da Europa. Criado em 1957, o concurso reúne milhões de espectadores e já revelou artistas históricos, como o grupo sueco ABBA.
Mas, nos últimos anos, a política passou a ocupar um espaço cada vez maior dentro da competição.
Desta vez, Espanha, Irlanda, Eslovênia, Islândia e Holanda anunciaram boicotes por causa da presença de Israel em meio à guerra em Gaza. Parte das críticas se apoia na comparação com a Rússia, que foi banida do Eurovision em 2022 após invadir a Ucrânia.
A organização do concurso insiste que o Eurovision é um evento cultural, não político. Na prática, porém, a neutralidade parece cada vez mais difícil. No ano passado, a participação israelense já havia provocado protestos e acusações de interferência no voto popular, ainda que sem provas.
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O Eurovision continua sendo uma febre na Europa, mas a edição deste ano mostra como até os maiores eventos culturais do continente passaram a refletir as tensões políticas internacionais.
Em Viena, pelo menos desta vez, a política parece roubar a cena da música.
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