STF mantém prisão de deputado e Alerj afasta Thiago Rangel

Primeira Turma do STF confirmou prisão preventiva na semana passada. Suplente Wellington José assume vaga e já publicou apoio a ex-presidente da Casa cassado pelo TSE

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(Foto: Divulgação/Alerj)

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter a prisão preventiva do deputado estadual Thiago Rangel (PL). A decisão, tomada na semana passada pelo ministro relator Alexandre de Moraes, levou a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) a afastar o parlamentar de suas funções.

A Mesa Diretora da Alerj anunciou que o gabinete de Rangel será destituído. “A Mesa Diretora vai cumprir na íntegra as determinações do STF. O parlamentar está afastado de suas funções e seu gabinete será destituído. O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Alerj abrirá um processo disciplinar para apurar o caso”, informou a Casa.

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Com o afastamento, Wellington José assume a vaga como suplente. Ele já foi deputado estadual entre 2021 e 2022 e recebeu 22.817 votos na eleição de 2022 pelo Podemos. Depois, migrou para o União Brasil.

Em 2025, Wellington José publicou nas redes sociais mensagens de apoio a Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj. Bacellar teve o mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em março por envolvimento no escândalo do Ceperj (Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro).

Rodrigo Bacellar foi preso em dezembro do ano passado na quarta fase da Operação Unha e Carne. Na ocasião, a Alerj derrubou em votação a prisão do então presidente da Casa. Ele foi preso novamente em março, após a cassação do mandato pelo TSE.

O presidente atual da Alerj, Douglas Ruas, é pré-candidato a governador do Rio de Janeiro. Wellington José também publicou críticas a Ruas em suas redes sociais.

A decisão do STF expõe a fragilidade política da Alerj em meio a investigações sobre corrupção. O afastamento de Rangel e a entrada de um suplente com vínculos públicos a um ex-presidente cassado reforçam o clima de instabilidade na Casa legislativa fluminense.

O caso também marca a segunda prisão de um deputado estadual do Rio ligado à Operação Unha e Carne em menos de seis meses. A operação investiga esquemas de desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro envolvendo parlamentares e empresários.

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