Kassio Nunes Marques assume TSE e defende urnas eletrônicas

Ministro prometeu não ser omisso diante de riscos ao processo democrático, mas criticou excessos na condução eleitoral

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(Foto: Antônio Augusto/STF)

Kassio Nunes Marques tomou posse como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta terça-feira (12/05). O ministro substituiu Cármen Lúcia no comando da Corte e terá pela frente a organização das eleições de 2026. Em discurso, defendeu as urnas eletrônicas e prometeu combater ameaças ao processo democrático sem cometer excessos.

André Mendonça foi empossado como vice-presidente do TSE. Ambos os ministros foram indicados por Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal (STF) e agora comandam o tribunal eleitoral.

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Nunes Marques classificou o sistema eletrônico de votação brasileiro como “patrimônio institucional da democracia”. Segundo o ministro, o modelo usado no país é “o mais avançado do mundo” na recepção, apuração e divulgação dos votos.

O presidente do TSE afirmou que a posição de destaque global não impede melhorias constantes no sistema. A declaração ocorre em meio a debates sobre a segurança das urnas, tema que ganhou força nos últimos anos.

O ministro prometeu atuar “sem omissão diante de ameaças concretas ao processo democrático”, mas também disse que evitará “excessos incompatíveis com o Estado democrático de direito”. A fala sugere busca por equilíbrio na condução eleitoral.

Nunes Marques não detalhou quais ameaças considera concretas nem especificou o que entende por excessos. A crítica pode se referir a decisões anteriores do TSE que geraram polêmica.

Preocupação com inteligência artificial

O presidente do TSE demonstrou receio com o impacto da inteligência artificial nas eleições. Segundo Nunes Marques, “vivemos em uma era em que as campanhas eleitorais não chegam às urnas sem antes atravessar algoritmos”.

A declaração reflete preocupação crescente com o uso de tecnologia para manipular eleitores. Deepfakes, desinformação automatizada e microtargeting são alguns dos riscos identificados por especialistas para o pleito de 2026.

O ministro não anunciou medidas específicas para enfrentar esses desafios. A regulação de inteligência artificial em campanhas ainda é tema em discussão no Congresso e no Judiciário.

Independência e prudência

Nunes Marques defendeu independência, equilíbrio e prudência como princípios para a condução das eleições. O discurso busca sinalizar isenção na gestão do TSE, especialmente por ser indicado de Bolsonaro.

A posse ocorreu às 21h44 desta terça-feira. Cármen Lúcia deixou a presidência após comandar o tribunal durante período que incluiu as eleições municipais de 2024.

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