O governo brasileiro reagiu nesta terça-feira (12/05) à decisão da União Europeia de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal para consumo humano ao mercado europeu. A mudança passa a valer a partir de 3 de setembro de 2026 e provocou forte reação das autoridades brasileiras.
Em nota oficial, o governo afirmou ter recebido a decisão “com surpresa” e garantiu que irá atuar para tentar reverter a medida junto às autoridades europeias.
“O Governo do Brasil tomará prontamente todas as medidas necessárias para reverter essa decisão”, informou o comunicado.
A exclusão foi aprovada durante reunião do Comitê Permanente para Plantas, Animais, Alimentos e Ração da Comissão Europeia, responsável por atualizar as regras sanitárias do bloco.
Apesar do anúncio, o governo ressaltou que as exportações brasileiras seguem acontecendo normalmente neste momento e que não há interrupção imediata no fluxo comercial.
Para buscar esclarecimentos, o chefe da delegação brasileira junto à União Europeia terá uma reunião nesta quarta-feira (13/05) com representantes sanitários do bloco europeu.
Leia mais:
+ “Se não ajuda, não estorva”: o conselho da minha avó que Eduardo Bolsonaro nunca escutou…
+ Lula condiciona criação de novo ministério à aprovação da PEC da Segurança
+ Governo lança programa para desarticular crime organizado a quatro meses das eleições
O Brasil também reforçou que possui um sistema sanitário reconhecido internacionalmente e destacou a posição do país como maior exportador mundial de proteínas de origem animal.
“O Brasil exporta para o mercado europeu há quatro décadas”, destacou o governo brasileiro na nota oficial.
Por Francisco Neto