Revelações do Intercept Brasil detalham os bastidores financeiros de “Dark Horse”, a cinebiografia de Jair Bolsonaro. Segundo a reportagem, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria cobrado diretamente R$ 61 milhões de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para custear a produção. O valor total negociado chegaria a R$ 134 milhões.
O filme é um drama biográfico com elementos de suspense político que narra a trajetória de Jair Bolsonaro, com foco central na campanha presidencial de 2018 e no atentado a faca sofrido em Juiz de Fora. A obra mistura fatos históricos com dramatização, incluindo flashbacks da carreira militar de Bolsonaro e núcleos ficcionais de ação na Amazônia.
Quem está no elenco e na direção?
A produção aposta em nomes de peso do cinema internacional e aliados políticos do ex-presidente:
- Jim Caviezel: O ator americano, mundialmente conhecido por A Paixão de Cristo, interpreta Jair Bolsonaro.
- Cyrus Nowrasteh: Cineasta americano responsável pela direção.
- Mário Frias: O deputado federal e ex-secretário de Cultura atua como roteirista e também integra o elenco como Dr. Álvaro.
- Núcleo familiar: O elenco conta com Camille Guaty (Michelle Bolsonaro), Marcus Ornellas (Flávio Bolsonaro), Sérgio Barreto (Carlos) e Eddy Finlay (Eduardo).
Quando o filme chega aos cinemas?
A previsão de lançamento de Dark Horse no Brasil é para o dia 11 de setembro de 2026. O cronograma é visto como estratégico, posicionando o filme como uma peça de forte impacto emocional e político a menos de um mês das eleições presidenciais de 2026.
Por que o filme é rodado em inglês?
Embora trate de um tema brasileiro, a produção foi rodada originalmente em inglês, visando não apenas o público interno, mas uma distribuição global, aproveitando o apelo de Jim Caviezel junto ao público conservador internacional.
A polêmica do financiamento
As mensagens divulgadas mostram que o senador Flávio Bolsonaro atuou como ponte entre o banqueiro Daniel Vorcaro e a produção. Os recursos teriam sido enviados via operações internacionais para um fundo no Texas (EUA), controlado por aliados de Eduardo Bolsonaro.
Em áudios de setembro de 2025, Flávio demonstrava urgência nos repasses, citando o receio de dar um “calote” em nomes renomados como Caviezel e Nowrasteh. O projeto era tratado por Vorcaro como “prioridade absoluta” pouco antes de o Banco Master sofrer intervenção e liquidação pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero.
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