Deputado da base pede interdição de filme sobre Jair Bolsonaro citado em mensagens de Flávio

Segundo Rogério Corrêa, apuração deve ser instaurada porque o longa teria sido financiado com recursos “fruto de corrupção”

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(FOTO: Reprodução/Câmara dos Deputados)

O deputado federal Rogério Corrêa (PT-MG) afirmou nesta quinta-feira (14/05) que deve protocolar junto à Procuradoria-Geral da República (PGR) um pedido de interdição do filme “Dark Horse”, que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, o longa teria caráter eleitoreiro e teria sido financiado com recursos “fruto de corrupção”.

Nesta quarta, o site The Intercept Brasil divulgou mensagens nas quais o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro aparece cobrando pagamentos de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, que está preso por suposta participação em fraudes financeiras.

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Corrêa afirmou que a medida se soma às já anunciadas pelo deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), líder do governo na Câmara, que declarou que a base governista na Câmara pretende solicitar o uso de tornozeleira eletrônica por Flávio Bolsonaro, além da instalação de uma comissão para investigar o caso envolvendo o Banco Master.

O que dizem as mensagens de Flávio Bolsonaro?

Em um dos áudios revelados pela reportagem, o senador Flávio Bolsonaro cobra atrasos nos repasses destinados à produção do filme. “Eu fico sem graça de ficar te cobrando. Está em um momento muito decisivo aqui do filme. E tem muita parcela para trás, e está todo mundo tenso”, afirma o senador na gravação.

O pré-candidato à Presidência pelo PL-RJ também demonstra preocupação com a reputação internacional do projeto. “Imagina a gente dando calote no Jim Caviezel, num Cyrus, os caras, pô, renomadíssimos do cinema americano, mundial. Pô, ia ser muito ruim”, diz.

Em outro trecho, Flávio Bolsonaro afirma que não seria possível “falhar mais” e cobra o envio dos recursos. “Manda a grana”, completa.

Segundo o The Intercept Brasil, a negociação previa R$ 134 milhões para a produção do filme Dark Horse, biografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ainda não está claro se todo o montante foi efetivamente transferido. Os R$ 61 milhões confirmados representam quase metade do valor total discutido entre as partes.

Em 15 de novembro de 2025, Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro trocaram mensagens. No dia seguinte, 16 de novembro, o banqueiro foi preso pela primeira vez durante a Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. O Banco Master foi liquidado em 17 de novembro de 2025, um dia após a prisão de Vorcaro.

Leia mais: Tarcísio defende Flávio Bolsonaro após áudios com Daniel Vorcaro

Flávio nega irregularidades e defende CPI do Master

O senador Flávio Bolsonaro se pronunciou nesta quarta por meio de nota sobre as denúncias envolvendo a captação de recursos para o filme Dark Horse, produção biográfica sobre Jair Bolsonaro. No texto, o parlamentar negou irregularidades e defendeu a instalação de uma CPI para investigar o Banco Master.

“Mais do que nunca é fundamental a instalação da CPI do Banco Master. É preciso separar os inocentes dos bandidos”, afirmou o senador.

Na nota, Flávio argumenta que o projeto era totalmente privado e sem utilização de recursos públicos. “No nosso caso, o que aconteceu foi um filho procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de Lei Rouanet”, escreveu.

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