O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) confirmou nesta quinta-feira (14/05) a morte de Francisco Albino, segunda vítima da explosão ocorrida na segunda-feira (11/05) no bairro do Jaguaré, zona oeste de São Paulo. Albino estava internado no Hospital Geral de Osasco e não resistiu aos ferimentos.
A equipe do governo está prestando assistência psicológica e financeira à família da vítima. O acidente foi causado por uma obra da Sabesp que atingiu uma tubulação de gás da Comgás.
O número de imóveis interditados subiu de 20 para 27 após nova vistoria técnica realizada nesta quinta. Desse total, 22 residências precisarão passar por reformas estruturais — antes eram 15. Outras cinco casas foram condenadas e terão que ser demolidas.
Por outro lado, 86 imóveis já foram liberados para o retorno das famílias. A nova vistoria técnica estava prevista para esta quinta-feira, segundo informações da jornalista Júlia Zaremba, da GloboNews.
Gabinete de crise instalado três dias depois
O governo de São Paulo criou um gabinete de crise para acompanhar os desdobramentos do acidente. A medida foi anunciada três dias após a explosão.
Tarcísio afirmou que “não abrirá mão de responsabilizar as concessionárias” pela explosão. A declaração indica que o governo pretende cobrar explicações tanto da Sabesp quanto da Comgás sobre as falhas que levaram ao acidente.
Primeira vítima era vigilante noturno
A primeira morte registrada foi a de Alex Sandro Fernandes Nunes, vigilante noturno de 49 anos. Além das duas vítimas fatais, outras duas pessoas ficaram feridas no acidente. Uma delas já recebeu alta hospitalar.
O acidente expôs problemas na coordenação entre as concessionárias responsáveis por obras de infraestrutura na capital paulista. A explosão ocorreu quando trabalhadores da Sabesp atingiram acidentalmente a tubulação de gás durante escavações no bairro.




