O atendimento ao torcedor de 60 anos que morreu enquanto assistia à partida entre Brasil e Japão, pela Copa do Mundo de 2026, em uma padaria no Setor Marista, em Goiânia, foi marcado por uma longa e intensa tentativa de reanimação. Segundo a médica do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Tânia Machado, a equipe permaneceu por mais de uma hora realizando manobras para tentar salvar a vítima, que chegou a recuperar os batimentos cardíacos em quatro ocasiões diferentes, mas não conseguiu manter o ritmo cardíaco estável.
Em entrevista ao g1, a médica explicou que o atendimento se estendeu entre aproximadamente 14h15 e 15h20. Durante todo esse período, os profissionais utilizaram equipamentos e protocolos avançados de reanimação cardiopulmonar, conseguindo restabelecer a circulação sanguínea temporariamente em quatro momentos.
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“Reanimamos por uma hora no total. Ele retornou a ter batimentos por quatro vezes por períodos curtos e retornava a fazer um ritmo de parada chamado fibrilação ventricular”, relatou Tânia Machado.
A fibrilação ventricular é considerada uma das arritmias cardíacas mais graves. Nessa condição, o coração perde a capacidade de bombear sangue de forma eficiente, exigindo atendimento imediato com desfibrilação e manobras contínuas de ressuscitação.
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Primeiros socorros começaram antes da ambulância chegar
Antes mesmo da chegada da Unidade de Suporte Avançado do Samu, o atendimento já havia sido iniciado graças às orientações da médica reguladora Nágylla de La Rocha. Durante a ligação para o 192, ela fez uma chamada de vídeo e guiou pessoas que estavam na padaria a realizar corretamente as compressões torácicas enquanto a ambulância seguia para o local.
No áudio divulgado pela TV Anhanguera, a médica incentiva quem prestava os primeiros socorros a manter o ritmo das compressões.
“Mais rápido. Mais rápido. Mais rápido. Segue esse ritmo. A chance que ele tem é essa, tá? A viatura já está a caminho.”
Quem acionou o Samu informou que o homem estava arroxeado, sem respirar e inconsciente, quadro compatível com uma parada cardiorrespiratória. A partir dessas informações, a equipe iniciou imediatamente o protocolo de atendimento remoto, considerado fundamental para aumentar as chances de sobrevivência até a chegada dos socorristas.
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Causa da morte
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia, a vítima sofreu um mal súbito, caiu da cadeira e bateu a cabeça no chão enquanto acompanhava a partida. Após os procedimentos realizados no local, o Serviço de Verificação de Óbito apontou como causa principal da morte um choque cardiogênico decorrente de um infarto agudo do miocárdio. Apesar dos esforços da equipe médica e das quatro reversões temporárias da parada cardíaca, o torcedor não resistiu.
Veja o vídeo:




