Buscando fechar a lista de convocados para a Copa do Mundo 2026 para divulgá-la nesta segunda-feira (18/05), o técnico italiano Carlo Ancelotti vem precisando quebrar a cabeça para definir os 26 nomes. O motivo: lesões, problema histórico às vésperas de mundiais.
Dentre os selecionáveis, Ancelotti perdeu o zagueiro Éder Militão, que rompeu o tendão do bíceps femoral da coxa esquerda, o atacante Rodrygo, que rompeu os ligamentos e o menisco do joelho direito, e o ponta Estêvão, por uma lesão muscular de grau 4 na coxa direita.
Ao longo da história, a Seleção Brasileira precisou cortar 16 jogadores que se lesionaram na preparação para a Copa do Mundo, sendo a mais recente em 2018. Na ocasião, o lateral-direito Daniel Alves, então no Paris Saint-Germain, da França, sofreu uma lesão no ligamento cruzado anterior do joelho direito e acabou sendo substituído por Fagner, do Corinthians.
A Seleção Brasileira precisou lidar com esse problemas às vésperas dos títulos de 1970, 1994 e 2002, além de ter perdido o atacante Romário em 1998. Abaixo, a TMC relembra esses casos. Confira!
Três goleiros, três estrelas
Em 1970, o técnico Zagallo havia decidido chamar apenas dois goleiros: Félix, do Fluminense, e Ado, do Corinthians. Contudo, o ponta-direita Rogério acabou sofrendo uma lesão muscular às vésperas da Copa do Mundo.
A decisão, então, foi chamar o jovem Emerson Leão, de então 20 anos, para ser a terceira opção no gol brasileiro. O arqueiro vinha se destacando no Palmeiras e depois viria a construir sua história com a Canarinho, participando das edições de 1974, 1978 e 1986 do Mundial.
Trocas na zaga antes da Copa do Mundo de 1994
Já em 1994, o técnico Carlos Alberto Parreira precisou substituir dois dos zaguerios convocados.
O zagueiro Mozer, então no Benfica, de Portugal, que possivelmente seria titular, acabou sendo diagnosticado com hepatite, e precisou ser cortado, dando vaga para Aldair, da Roma, da Itália. O cortado questiona até hoje sua ausência, alegando que havia condições de viajar aos Estados Unidos.
“Fui cortado e até hoje não sei porque não me deram a chance de estar no Mundial. Não entendo o porquê. (Os médicos) falaram que eu não poderia fazer esforço e que corria risco de morrer. A única mágoa é depois de tanta dedicação não ter o orgulho de ter sido campeão do mundo. Foi bastante frustrante, fiquei privado de ser campeão mundial”, disse Mozer em entrevista ao UOL, em 2014. Na visão do ex-zagueiro, arranjaram uma desculpa para retirá-lo do Mundial.
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Ricardo Gomes, por sua vez, acabou sofrendo uma lesão muscular durante um amistoso pré-Copa do Mundo contra El Salvador. Ronaldão, do Shimizu S-Pulse, do Japão, foi chamado para seu lugar.
O corte de Romário em 1998
Um dos cortes mais marcantes foi o de Romário na Copa do Mundo de 1998. Durante a preparação da equipe já na França, sede do torneio, o atacante teve constatada uma lesão na panturrilha durante e precisou ser cortado. O ferimento ocorreu quando a Seleção ainda estava no Brasil, durante uma partida de futevôlei na Granja Comary.
Américo Faria (fisioterapeuta), Zico (coordenador), Zagallo (técnico) e Lídio Toledo (médico) convocaram coletiva para anunciar o corte. Romário também fez um pronunciamento de cinco minutos, que precisou ser interrompido duas vezes para enxugar as lágrimas. No terceiro choro, o discurso foi cancelado.
Para seu lugar, foi chamado o meia Emerson, então no Bayer Leverkusen, da Alemanha.
A brincadeira do treino que custou caro
Em 2002, foi Emerson que precisou ser cortado. 24 horas antes da partida de estreia do Brasil na Copa do Mundo, o elenco fez o tradicional “rachão” para descontrair. O meia foi para o gol e acabou luxando o ombro.
Capitão daquele elenco, o jogador foi cortado. A braçadeira foi para Cafú e a vaga ficou com Ricardinho, do Corinthians.




