Dino relata ameaça de morte por funcionária de empresa aérea

Magistrado atribui episódio à polarização política e pede campanhas de respeito em empresas

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Ministro Flávio Dino gesticula enquanto fala durante sessão do STF
(Foto: Antônio Augusto/STF)

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), revelou nesta segunda-feira (18/05) ter sido alvo de ameaça de morte durante embarque em voo comercial. Segundo o magistrado, uma funcionária de companhia aérea declarou a um policial que preferia matá-lo a xingá-lo.

O episódio foi relatado por Dino em suas redes sociais. O ministro optou por não revelar a identidade da mulher, o nome da empresa nem quando o fato ocorreu.

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De acordo com o relato do ministro, a declaração foi feita diretamente a um agente da polícia judicial presente no local. A funcionária teria manifestado o desejo de ofender verbalmente o magistrado, mas completou dizendo que “seria melhor matar do que xingar”.

Dino avalia que a hostilidade está ligada às suas decisões na Corte. O ministro tem sido alvo de críticas de setores políticos específicos por votos em casos de grande repercussão.

Apelo por educação cívica

O magistrado usou o episódio para cobrar mudanças no ambiente corporativo. Segundo ele, empresas precisam promover “educação cívica” entre seus funcionários.

Na prática, isso significa criar campanhas internas que reforcem o respeito profissional independentemente de divergências políticas. Dino argumenta que o convívio em espaços públicos exige tolerância, mesmo quando há discordância ideológica.

O ministro destacou ainda os perigos de comportamentos agressivos em setores sensíveis. No transporte aéreo, por exemplo, a segurança de passageiros e tripulação depende de ambiente profissional estável.

Polarização em espaços públicos

Dino relacionou o caso ao aumento da intolerância política no país. Para o ministro, a radicalização do debate público tem transbordado para ambientes de trabalho e prestação de serviços.

O episódio se soma a outros relatos de autoridades que enfrentam hostilidade em locais públicos. A diferença, neste caso, foi a gravidade da ameaça verbalizada.

O STF não se pronunciou oficialmente sobre o caso. Não há informações sobre eventual investigação ou medidas de segurança adicionais para o ministro.

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