Vladimir Putin e Xi Jinping abriram, nesta quarta-feira (20), uma rodada de negociações bilaterais em Pequim, selando 20 acordos de cooperação entre China e Rússia. O encontro no Grande Salão do Povo teve como pauta central a parceria em segurança e energia, além de avanços em inteligência artificial e inovação tecnológica.
A visita ocorreu poucos dias depois de Xi receber o presidente dos EUA, Donald Trump, na capital chinesa. Segundo analistas internacionais, o timing reforça a posição de Pequim como superpotência mediadora em disputas globais.
Declaração conjunta
Os dois líderes assinaram uma declaração conjunta para coordenação estratégica abrangente. O documento prevê que China e Rússia manterão rigorosa comunicação estratégica em temas de interesse mútuo.
A China também prorrogou a política de isenção de visto para cidadãos russos até 31 de dezembro de 2027. A medida facilita o trânsito entre os países e simboliza o aprofundamento das relações bilaterais.
Xi chamou Putin de “querido amigo” durante a cerimônia oficial. O presidente russo, por sua vez, afirmou que as relações entre os dois países atingiram um nível “sem precedentes”.
A cooperação energética será fortalecida, com destaque para projetos de energia renovável. Dados preliminares mostram que as exportações de petróleo russo para a China cresceram 35% no primeiro trimestre de 2026.
Putin visita Pequim todos os anos desde a invasão da Ucrânia em 2022. O encontro de dois dias reforça a “confiança política mútua” entre os governos, conforme declaração do Kremlin.




