André Mendonça vota para manter prisão de primo de Daniel Vorcaro

Julgamento no STF foi suspenso após pedido de vista de Gilmar Mendes; investigação apura suposto esquema financeiro ligado ao Banco Master

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Felipe Cançado Vorcaro
Felipe Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, votou nesta sexta-feira pela manutenção da prisão preventiva do empresário Felipe Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro. Felipe foi preso no último dia 7 de maio durante a Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal.

O julgamento ocorreu no plenário virtual da Segunda Turma do STF, mas foi suspenso após um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes, que solicitou mais tempo para analisar o caso. Com isso, o processo fica temporariamente interrompido, e o magistrado terá até 90 dias para devolver a ação para continuidade do julgamento.

Na decisão que autorizou a prisão, André Mendonça citou trechos da investigação da Polícia Federal que apontam Felipe Vorcaro como integrante do chamado “núcleo financeiro-operacional” da suposta organização criminosa investigada no caso envolvendo o Banco Master. As apurações buscam esclarecer possíveis irregularidades financeiras e movimentações suspeitas ligadas ao grupo.

A defesa de Felipe Vorcaro negou as acusações e afirmou que o empresário não atua como operador financeiro do Banco Master nem de pessoas ligadas à instituição. Os advogados também declararam que o investigado está à disposição das autoridades para colaborar com os esclarecimentos necessários ao andamento das investigações.

Durante a mesma fase da operação, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao senador Ciro Nogueira. Segundo os investigadores, há suspeitas de pagamentos mensais supostamente feitos por Felipe Vorcaro ao parlamentar, inicialmente no valor de R$ 300 mil e, posteriormente, elevados para cerca de R$ 500 mil.As investigações também apuram o suposto pagamento de despesas pessoais do senador, incluindo viagens em aeronaves particulares.

Em publicação nas redes sociais, Ciro Nogueira negou ter recebido valores ilícitos ou praticado qualquer irregularidade. O caso segue sob análise do STF e da Polícia Federal.

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