O presidente do Instituto Rio Metrópole é preso em ação do Ministério Público do Rio e da Polícia Civil contra um esquema de fraude que movimentou R$ 86 milhões na autarquia, que atua como órgão executivo da Região Metropolitana do Rio. Ao todo, 11 pessoas foram denunciadas pelo Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva, fraude em licitação e contratações e lavagem de dinheiro.
Davi Perini Vermelho foi detido em um condomínio na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste da capital fluminense. Além dele, outras cinco pessoas já foram presas, entre eles o delegado Franquis Dias Nepomuceno, diretor do órgão e que exercia o controle do grupo RioForte, responsável pela escolta armada do dinheiro. Segundo a Polícia Civil, ele estava há cerca de três anos no Instituto e vai ser alvo de um procedimento da Corregedoria da instituição.
O diretor de planejamento e projetos do órgão, Mauricio Knoploch, é considerado foragido. O filho dele, o deputado estadual Alexandre Knoploch, afirmou que ele e o pai não possuem vínculo profissional.
De acordo com a denúncia, os acusados utilizaram contratos firmados pelo IRM entre julho de 2022 e maio de 2026 para desviar recursos. Segundo o Ministério Público, os valores pagos a duas empresas contratadas eram transferidos para o Instituto BIO, uma entidade sem estrutura operacional compatível, de onde o dinheiro era sacado em espécie.
Os outros alvos são Marcelo Lopes da Silva, procurador do Estado então à frente da Procuradoria-Geral do IRM, Caroline Soares Barros, que acumulava as funções de fiscal de contratos do IRM e presidente do Instituto BIO e Amanda Íthala Santos da Paschoa, que a sucedeu na fiscalização.
A reportagem da TMC aguarda contato com as defesas dos citados. Procurados, o Instituto Rio Metrópole e o Governo do Estado ainda não se posicionaram sobre o assunto.



