Durante sua participação no Fórum Esfera neste sábado (23/05), em Guarujá (SP), o apresentador Luciano Huck apontou a Inteligência Artificial (IA) como a força motriz da maior transformação tecnológica dos últimos séculos. No painel mediado por Camila Camargo, CEO do Esfera Brasil, o comunicador alertou para os riscos geopolíticos da tecnologia e defendeu categoricamente que o tema seja central nos debates políticos deste ano.
Para Huck, a velocidade e o impacto da IA colocam a sociedade diante de um desafio inédito, comparável à crises globais recentes. O apresentador traçou um paralelo direto entre a chegada da IA e a crise sanitária global enfrentada pela atual geração, destacando a falta de um manual para lidar com transformações dessa magnitude.
“Do mesmo jeito que a nossa geração viveu uma pandemia e a gente teve que passar por ela sem saber como ia ser, a gente vai passar pelo implemento, desenvolvimento e execução de uma nova tecnologia que a gente nunca viu nada parecido. Temos que ficar atentos como sociedade o quanto isso será um ativo ou um perigo no dia a dia.”
Huck ponderou que, embora as ferramentas tragam avanços indiscutíveis para a rotina e os negócios, o histórico da humanidade exige cautela. “Todos os avanços tecnológicos vieram com uma disfuncionalidade geopolítica enorme que gerou guerra. Então, como a gente evita isso?”, questionou.
IA no centro do debate eleitoral
Com o cenário político em pauta, o comunicador foi enfático ao cobrar responsabilidade tanto de candidatos quanto do eleitorado sobre o uso e a regulação da tecnologia no setor público.
Ele destacou dois pontos críticos que precisam de respostas imediatas: “A IA tem que ser discutida nesta eleição. Quem tem um projeto político de fato para trazer essa nova tecnologia para dentro da gestão pública?”, questionou. “Como é que a gente pode fazer para que a eleição não seja maculada pelo mau uso dessa tecnologia? É uma série de desafios”, completou o apresentador.
Huck concluiu reforçando que a IA vai redefinir estruturalmente a forma como a sociedade vive, trabalha, administra empresas e governa, exigindo atenção redobrada para que a inovação não se transforme em uma ameaça à estabilidade democrática e social do país.




