Sanção dos EUA dificultou operação contra empresário suspeito de lavar dinheiro para o PCC, diz diretor da PF

Operação Exchange cumpriu 7 dos 11 mandados de prisão; principal alvo, Victor Shimada, não foi localizado após sanção dos EUA antecipar ação da PF

Por | Atualizado em:
Trump faz declaração no Salão Oval à frente de sua equipe
(Foto: Nathan Howard/Arquivo/Reuters)

A Polícia Federal realizou nesta sexta-feira (03/07) a Operação Exchange, voltada a desarticular uma rede suspeita de lavar dinheiro para o PCC (Primeiro Comando da Capital). O principal alvo, o empresário Victor Shimada, não foi localizado. Segundo o diretor da PF, Andrei, a sanção anunciada pelos Estados Unidos nessa quarta-feira (01/07) prejudicou a investigação e dificultou a captura.

Houve uma antecipação. Mas, de fato, não houvesse essa designação, talvez o desfecho fosse outro, a gente teria localizado essa pessoa. Infelizmente não localizamos. Então, houve prejuízo à investigação”, afirmou Andrei duramte um café com jornalistas netsa sexta, realziado na sede da PF em Brasília.

Segundo as autoridades norte-americanas, Shimada atuava como “elo-chave entre membros do PCC na Flórida e traficantes internacionais”. A acusação aponta que ele teria movimentado, em benefício da organização criminosa, quantia superior a US$ 30 milhões provenientes de atividades ilícitas.

Siga o canal da TMC no WhatsApp e receba as últimas notícias

Mandados e sequestro de bens

A PF expediu 11 mandados de prisão temporária. Até a última atualização, 7 haviam sido cumpridos. Também foram emitidos 13 mandados de busca, executados em São Paulo, Santos, Praia Grande e Santana de Parnaíba.

Por ordem do Poder Judiciário, bens, criptoativos e valores pertencentes aos investigados foram bloqueados. O total retido atingiu R$ 10,4 bilhões. A PF apurou que os suspeitos recorriam a operações bancárias e moedas digitais para circular os recursos.

As infrações pelas quais os envolvidos podem ser responsabilizados incluem lavagem de dinheiro, evasão de divisas e associação criminosa.

Autoridades norte-americanas apontaram Stella Stefanie, parente de Shimada, como secretária e intermediária dele nas operações investigadas.

Defesa sem acesso às decisões

Em entrevista à TV Tribuna, o advogado Yuri Cruz, integrante do escritório Marcelo Cruz Advocacia Criminal, informou que Shimada está sob prisão temporária e que a defesa avalia a hipótese de apresentá-lo espontaneamente às autoridades policiais.

Em nota, a defesa informou que tomou conhecimento da operação e que, naquele momento, ainda não dispunha de acesso às decisões judiciais nem aos elementos que fundamentaram as medidas. Segundo Cruz, qualquer manifestação sobre os fatos seria precipitada antes do acesso aos autos.

Leia mais: Terremotos na Venezuela testam relação com Casa Branca

Ao vivo
São Paulo
Ouça a TMC pelo Brasil
  • 100,1FM São Paulo
  • 101,3FM Rio de Janeiro
  • 100,3FM Curitiba
  • 88,7FM Belo Horizonte
  • 92,7FM Recife
  • 100,1FM Brasília
Notícias que importam para você
Copyright © 2026 CNPJ: 44.060.192/0001-05