“Gosto muito de ver aqueles caras mortos”, diz Renan Santos sobre operação com 122 mortes no Rio

Pré-candidato à Presidência classificou a retomada de áreas controladas pelo crime organizado como “a guerra da geração” e defendeu regime de exceção para criminosos

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(Foto: Divulgação/Esfera Brasil)

O pré-candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) causou polêmica ao comentar a operação no Rio de Janeiro que deixou mais de 120 mortos e se tornou a ação policial mais letal da história brasileira. Durante o Fórum Esfera, realizado no Guarujá, litoral de São Paulo, neste sábado (23/05), o político afirmou que “gostou” de ver as mortes, disse que “ficou feliz” com a ação e defendeu a necessidade de um “regime de exceção” para criminosos.

A Operação Contenção, realizada em outubro de 2025, provocou 122 mortes durante uma ação de policiais civis e militares na região norte do Rio de Janeiro. Na época, imagens de corpos enfileirados no chão da comunidade da Penha e vídeos mostrando a situação de residências após abordagens policiais ganharam repercussão internacional e foram duramente criticados por organizações de direitos humanos.

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No evento da Esfera, que teve cobertura completa da TMC, Renan Santos afirmou “ver com alegria o fim do inimigo do crime organizado”.

“Eu gosto muito de ver aqueles caras mortos. Eu, como a maior parte dos brasileiros… a gente fica muito feliz”, disse.

Revisão penal

O pré-candidato à Presidência e um dos fundadores do Movimento Brasil Livre (MBL) afirmou ainda que é preciso discutir uma ampla revisão das leis.

“Sem alteração nas leis penais, leis de execução penal, sem você ter um direito penal do inimigo — ou seja, um regime de exceção para aquelas pessoas —, aquilo se torna enxugar gelo, porque aquela área é recuperada logo em seguida pelo próprio crime organizado. A própria experiência das UPPs no Rio de Janeiro mostra isso. Não dá para você fazer uma operação com as leis atuais tocada apenas pelos governadores. O governo federal vai precisar participar disso”, destacou.

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Guerra da geração

Renan Santos também citou a necessidade de retomar do crime organizado regiões do Brasil onde, segundo ele, o Estado não se faz presente, mencionando o Rio de Janeiro e áreas do Nordeste. Para o pré-candidato, essa pode ser “a guerra da geração”.

“É uma retomada que vai libertar, justamente, os brasileiros mais pobres. É aí que vai poder inserir eles na economia, levar dignidade. Então, eu vejo com alegria o fim do meu inimigo, que é o inimigo do crime organizado. Mas, da maneira como está sendo feita, é enxugar gelo”, finalizou.

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