O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, comentou o caso envolvendo o Banco Master no Forúm Esfera e defendeu mudanças estruturais em órgãos de fiscalização do sistema financeiro brasileiro, como o Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Ao falar sobre o tema, Mercadante afirmou que o episódio trouxe impactos relevantes para o sistema financeiro e ressaltou a importância de fortalecer mecanismos de controle e supervisão.
“O que aconteceu no Banco Master é o maior crime financeiro da história do país”, declarou.
Segundo o presidente do BNDES, houve falhas de fiscalização ao longo do processo e a situação acabou gerando reflexos para diferentes instituições financeiras.
“E aí o Banco Central tem que liberar o depósito compulsório para amortecer esse impacto, o que vai contra toda a procura da política monetária de combate a inflação”, disse.
Mercadante também citou a atuação do atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, ao comentar as medidas adotadas após o caso.
“Quem tomou providência foi a nova direção do Banco Central, presidida pelo Gabriel Galípolo”, afirmou.
Durante a entrevista, o economista também comentou sobre o crescimento das fintechs no Brasil e defendeu maior fiscalização do setor financeiro.
“Mas não foi só o Banco Master, as fintechs como elas foram impulsionadas, sem controle de fiscalização é outro instrumento de lavagem de dinheiro onde o crime se esconde”, disse.
Mercadante ainda sugeriu mudanças no modelo de estrutura e valorização de carreiras técnicas em órgãos reguladores, defendendo medidas para fortalecer instituições responsáveis pela supervisão do mercado financeiro brasileiro.
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