Governo do DF negocia empréstimo com FGC para resolver rombo no BRB

Banco de Brasília enfrenta crise após o escândalo do caso Master; GDF busca solução por meio de acordo

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(Foto: Joédson Alves/Agência Brasil)
(Foto: Joédson Alves/Agência Brasil)

A solução para resolver o rombo deixado pelo escândalo do Master no Banco de Brasília (BRB) deve envolver um empréstimo. O acordo foi fechado nesta terça-feira (26/05) entre a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (Progressistas), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Luís Fux, e membros do BRB e do Banco Central.

A operação deve ser feita por meio de um empréstimo junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC), com garantia oferecida por um grupo de bancos e contragarantia ligada aos recursos que o Distrito Federal recebe do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), sem necessidade de aval da União.

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Uma nova rodada de negociações deve acontecer na próxima quinta-feira (28/05), às 10h, quando deve ser apresentada uma proposta definitiva.

Durante conversa com jornalistas, a governadora do Distrito Federal defendeu que os responsáveis pelo rombo no BRB sejam punidos e arquem judicialmente com o prejuízo. Ela também agradeceu ao governo.

“Esse é um momento de gratidão. Acho que a gente retira o BRB de um momento de dificuldade porque a parte de liquidez nós cumprimos o dever de casa. O BRB fez todo um trabalho, vendendo os ativos. Vendemos R$ 4 bilhões e, agora, resolvemos uma parte muito importante com apoio do Governo Federal”, disse a governadora.

O ministro da Fazenda garantiu que o governo deve amparar o estado e garantir que os correntistas não tenham prejuízo. Ele também afirmou que a situação é grave e segue sob investigação.

“A gente contextualizou uma situação grave, que segue com investigações em curso, e que requer de todos os interessados o compromisso, uma seriedade, tanto do ponto de vista dos compromissos futuros, das operações de crédito, dos compromissos fiscais”, avaliou Dario. “Acho que estamos todos alinhados nessa diretriz de corrigir erros e passar a ter uma situação melhor daqui em diante“, completou o ministro.

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