Quatro pessoas morreram e cinco ficaram feridas em Dnipro, quarta maior cidade da Ucrânia, após a Rússia lançar uma ofensiva aérea de grande escala na madrugada de terça-feira (02/06). As informações são das autoridades locais. Relatos iniciais também apontam mortes em Kiev, capital ucraniana, segundo autoridades ucranianas.
Na capital, dois edifícios residenciais foram atingidos e pegaram fogo. O prefeito de Kiev informou que um prédio de nove andares foi incendiado. Autoridades locais confirmaram que um segundo edifício, de 24 andares, também foi atingido. Pessoas ficaram presas sob escombros, conforme as autoridades. Partes da cidade ficaram sem energia elétrica após o bombardeio.
O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, disse que houve um incêndio no distrito de Podil em uma propriedade não residencial e que um prédio de apartamentos de nove andares estava pegando fogo depois que detritos aparentemente atingiram o telhado.
“No distrito de Obolon, carros estão queimando depois de serem atingidos por destroços de mísseis que caíram. Também há incêndios em dois locais em áreas abertas, incluindo um próximo a um jardim de infância”, disse Klitschko no Telegram.
Contexto do bombardeio
Na semana anterior ao ataque, a Rússia havia alertado sobre a intenção de realizar ofensivas sistemáticas contra a capital ucraniana. O presidente russo Vladimir Putin acusou a Ucrânia de cometer crimes contra civis. Segundo Putin, a liderança de Kiev decidiu abrir uma nova página na série de seus crimes ao atingir civis em Starobilsk e Henichesk. A Ucrânia nega ter realizado os ataques mencionados pelo presidente russo.
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O bombardeio de terça ocorre em meio a uma sequência de episódios violentos. No fim de maio, um ataque de drones à cidade de Starobilsk — sob controle russo — matou 21 pessoas, segundo autoridades instaladas por Moscou. No domingo (31), um prédio em Henichesk foi atingido, deixando uma criança morta e 11 feridos, conforme as mesmas autoridades. A Ucrânia também nega envolvimento nesses dois episódios.
Com informações da Agência Reuters




